Política

A resposta de Braga Netto sobre a acusação de coordenar ataques contra comandantes

Ainda segundo Walter Braga Netto, o dinheiro repassado em caixa de vinho era destinados a políticos par pagar dividas da campanha  |  Antonio Augusto/STF

Publicado em 10/06/2025, às 20h06   Antonio Augusto/STF   Héber Araújo

O ex-ministro da Defesa do governo Jair Bolsonaro (PL), Walter Braga Netto, afirmou que “jamais” coordenou ataques contra chefes de comandos militares. A declaração do político, também filiado ao PL, aconteceu, nesta segunda-feira (10), durante o depoimento dele no julgamento da trama golpista, do qual é réu.

O militar prestou depoimento de forma virtual, por estar preso preventivamente no Rio de Janeiro. 

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“Jamais ordenei ou coordenei ataques a nenhum dos chefes militares. Pelo contato que eu tinha com eles, se eu tivesse que falar alguma coisa, eu falaria pessoalmente com eles”, disse ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

O relator do processo ainda questionou o militar sobre ter usado essas ações como forma de pressionar os militares para aderir a trama golpista. Entretanto Braga Netto refutou o questionamento do ministro e disse jamais ter mandado mensagens para coordenar os ataques contra os miliares.

“Eu não me lembro de ter enviado essa mensagem, eu não me lembro de ter feito essa mensagem. Eu posso confirmar para o senhor, com certeza, eu jamais ordenei ou coordenei ataques a nenhum dos chefes militares”, afirmou.

Dinheiro em caixa de vinho

Em outro momento, Moraes perguntou ao ex-ministro sobre ter entregado dinheiro aos Kids Pretos em uma caixa de vinho, como havia relatado o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, que havia delatado as ordens que recebeu do general. Entretanto, Braga Neto disse que o repasse de dinheiro era destinado ao pagamento de constas de campanhas eleitorais.

"O que tem de real aí, presidente, há um equívoco nesse ponto. O Cid veio atrás de mim e perguntou se o PL podia arrumar algum dinheiro. Era muito comum, outros políticos, através ou do presidente Valdemar, ou do presidente Bolsonaro, pediram para pagar contas de campanhas atrasadas", afirmou.

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