Política

Zé Neto comemora indiciamento de Bolsonaro: “Acertada a decisão do Supremo”

Zé Neto enfatizou que a defesa da democracia é crucial e que as reações de 8 de janeiro não podem ser ignoradas ou anistiadas.  |  Joilson César / BNews

Publicado em 27/03/2025, às 14h04   Joilson César / BNews   Humberto Sampaio, direto de Brasília, e Daniel Serrano

Cotado para assumir uma das vice-lideranças do Governo Lula na Câmara dos Deputados, o baiano Zé Neto (PT) comemorou nesta quinta-feira (27) o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ao BNews, Zé Neto disse que a democracia brasileira exige punição para quem atenta contra ela e criticou os ataques que os bolsonaristas têm feito ao Poder Judiciário é um ataque direto ao Brasil e suas instituições.

“Alguns esquecem que ao atacar o Judiciário, como alguns deputados estão fazendo aqui na Casa, estão atacando uma parte do tripé que sustenta o Estado Brasileiro. Imagina o Brasil sem o Judiciário. O que eles estão propondo é que o Judiciário não seja respeitado, como também alguns vieram aqui pra dentro pra invadir o Senado, para invadir a Câmara, pra destruir não só o patrimônio físico, mas destruir o emblemático também, para destruir o poder na sua essência, não fizeram com o Supremo”, disse.

“Então nós não podemos jamais admitir que essas reações que foram filmadas, que foram elencadas, que foram investigadas no dia 8 de janeiro de 2023, sejam deixadas de lado e sejam anistiadas. Portanto, foi acertada a decisão do Supremo e eu espero que a gente possa deixar que a Justiça faça o papel dela. Eu até tenho dito que é muito menos um problema político, é muito mais um problema judicial mesmo, um problema de garantir o Estado de Direito Brasileiro”, emendou

“Vamos defender a nossa democracia, a nossa harmonia entre os três poderes. Claro que tem alguma coisa a ser modificada, melhorada, críticas ao Judiciário têm que ser feitas, como críticas ao Executivos tem ser feitas. Críticas ao Legislativo têm que ser feitas, mas não a sua essência, não o seu poder e não a sua necessária existência como parte da construção de tripé que mantém a nossa democracia. Portanto, defender a nossa democracia é defender o nosso país, é defender que a gente possa seguir em frente, tendo um processo de busca de grandeza no seu desenvolvimento de construção civilizatória”, finalizou. 

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