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Publicado em 12/08/2026, às 12h05 Divulgação Redação Bnews
No passado, decorar fórmulas, datas e conceitos era uma das principais exigências da vida escolar. Hoje, em poucos segundos, uma inteligência artificial ou um mecanismo de busca é capaz de responder praticamente qualquer pergunta. De acordo com a 15ª edição da TIC Educação, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), sete em cada dez estudantes usuários de internet já utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa em pesquisas escolares. Diante desse cenário, o papel da escola deixou de ser apenas transmitir conteúdos e passou a envolver o desenvolvimento de competências como pensamento crítico, criatividade, autonomia e capacidade de resolver problemas. "A inteligência artificial democratizou o acesso à informação, mas informação, por si só, não garante aprendizagem. O verdadeiro desafio da escola é ensinar os estudantes a interpretar, questionar, relacionar conhecimentos e desenvolver autonomia para fazer escolhas conscientes. São essas competências que continuarão fazendo diferença em qualquer cenário tecnológico", destaca Edmundo Castilho, diretor regional do Colégio Anchieta, colégio da Inspira Rede de Educadores.
Nascidos em um mundo conectado, os estudantes da Geração Alpha convivem desde cedo com dispositivos digitais, conteúdos audiovisuais e diferentes formas de acesso à informação. Esse contexto tem influenciado a maneira como aprendem, interagem e constroem conhecimento, tornando cada vez mais importante a adoção de práticas pedagógicas que estimulem a participação, a curiosidade e o protagonismo dos alunos. Nesse processo, habilidades como concentração, comunicação, colaboração, inteligência emocional e pensamento crítico ganham espaço e se tornam fundamentais para que crianças e adolescentes saibam analisar informações, tomar decisões e utilizar a tecnologia de maneira ética e responsável. "A informação nunca esteve tão acessível, mas isso não significa que o conhecimento esteja sendo construído de forma automática. Hoje, queremos formar alunos capazes de fazer boas perguntas, investigar, conectar ideias e construir soluções para desafios reais", pontua o Diretor Regional do Colégio Anchieta.
Nesse contexto, a inteligência artificial pode se tornar uma aliada do processo de aprendizagem quando utilizada de maneira consciente e orientada. Mais do que dominar ferramentas, os estudantes precisam compreender como utilizá-las sem abrir mão da capacidade de pensar, criar e tomar decisões de forma autônoma. Para acompanhar essas transformações, a atualização também precisa fazer parte da rotina dos educadores, garantindo que o uso da tecnologia esteja integrado a objetivos pedagógicos claros. "Nossa proposta é utilizar ferramentas que possam dinamizar o aprendizado e ampliar as possibilidades de interação dos estudantes com os conteúdos, sempre com intencionalidade pedagógica. Ao mesmo tempo, entendemos que não basta oferecer novas tecnologias aos alunos: é fundamental investir na formação contínua do corpo docente, para que os professores estejam preparados para acompanhar essas transformações, experimentar novas estratégias e fazer escolhas cada vez mais assertivas em sala de aula. Dessa forma, conseguimos construir uma educação que combina inovação, conhecimento e desenvolvimento de competências essenciais para os estudantes", conclui Edmundo Castilho.