Eventos / Réveillon
Publicado em 28/12/2019, às 19h59 BNews Aline Reis
Trabalhando pela primeira vez no Festival Virada Salvador, a carioca Eliete Mascarenhas, 67 anos, trouxe capas de chuva para vender. Cada produto custa R$ 5,00 e ela revelou ao BNews que são sobras do carnaval do Rio de Janeiro, mas como tem parentes que moram na região do evento, aproveitou para fazer um dinheiro. “Pode chover a qualquer momento, não olhei a previsão, mas estamos no verão e é normal. Minha capa de chuva protege do frio também, então estou tentando”.
Já Simone Lima, é veterana no evento desde a época do Comércio. Ela vende cachorro quente e pirão de aipim. “Minhas expectativas são as melhores, gostei de estarmos aqui na fila, que também é saída do evento, mas confesso que no Comércio eu vendia mais, pois ficávamos mais perto do público”.
Quinze dias dormindo no Boca do Rio para garantir um local para vender seu ‘yakissoba’, Ozenam Santos participa pela primeira vez do evento. “Estou bastante animada com essa renda que posso ganhar no evento, por enquanto não vendi nada, mas na saída com certeza vão comprar”.
Muito popular entre as preferências de lanche dos soteropolitanos, o açaí também é vendido no local. A ideia foi de Édipo Vicente, pela segunda vez no Festival, dessa vez do lado de fora do evento, já que não acha rentável ficar dentro, ao contrário dos ambulantes. “Tive um prejuízo grande ano passado, agora resolvi diminuir meu stand para vender e já comecei com algumas vendas hoje. Estou animado”.
A necessária doleira para foliões que vão curtir eventos grandes, tem tido bastante saída desde as primeiras horas que a fila se formou para o Festival Virada. Lauro Lima trabalha há anos no evento e afirma que ainda assim preferia quando era no Comércio. “Tem atrações específicos que temos bastante vendas, show de Bell Marques, por exemplo, mas no geral poderia ser bem melhor quando era no Comércio. Acho que os turistas até ficavam mais atraídos”.