Salvador
Publicado em 29/02/2016, às 09h01 Divulgação Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou redução nos índices que medem a violência no trânsito através do balanço que apresentou os resultados para o ano de 2015. O estudo considera todo o ano, traçando um comparativo com 2014, nas rodovias federais da Bahia.
No ano passado foram registrados em números absolutos 7.084 acidentes, que deixaram 5.478 pessoas feridas e levaram 638 pessoas a óbito nas rodovias federais do estado. Destes, 1.302 foram acidentes graves, ou seja, pelo menos uma pessoa sofreu lesões graves ou veio a óbito. Esses números representaram uma redução de -29,63% na taxa de acidentes, -19,65 % no índice de mortalidade, -14,72% no de feridos e -16,81% no índice de acidentes graves quando comparado ao ano de 2014.
Como método para se definir índices relacionados ao trânsito, a PRF analisa os dados em relação à frota nacional, que tem aumentado a cada ano. Estatísticas apontam o crescimento da frota ano após ano, passando de 86,7 milhões em dezembro de 2014 para 90,6 milhões de veículos em circulação no mesmo período do ano de 2015. Para que houvesse um maior controle dos índices da letalidade nas rodovias federais, ações em diversas frentes foram executadas e contribuíram para que reduções fossem registradas.
Apesar de todo o trabalho educativo, a PRF ainda flagrou e autuou diversos condutores irresponsáveis ou agindo com imprudência. A maioria dos acidentes ainda é ligada ao comportamento humano. Das ocorrências que resultaram em mortes, as principais causas que puderam ser detectadas pelos policiais foram a falta de atenção, a velocidade incompatível, uso de bebidas alcoólicas e ultrapassagens indevidas. A colisão traseira é o tipo de acidente que mais acontece, sendo causada principalmente pela falta de atenção, por não se guardar distância de segurança e por se manter uma velocidade incompatível. Entretanto, o tipo de acidente que mais mata é a colisão frontal, causada, especialmente, pelas ultrapassagens forçadas ou em locais sem visibilidade. Embora a maioria dos acidentes ocorra em áreas urbanas, 78,35% das mortes foram em área rural, onde os motoristas abusam da velocidade e das ultrapassagens.
Outro esforço direcionado para a redução de acidentes no estado foi o incremento nas operações para recolhimento de animais soltos às margens das rodovias. Em 2015 a PRF recolheu 2.343 animais que por estarem abandonados poderiam pôr em risco a viagem de quem trafega nas rodovias federais do estado. Em 2014 haviam sido recolhidos 884 animais na Bahia, o que representa um aumento de 62% na quantidade de animais recolhidos.
Criminalidade na mira
Em 2015, policiais rodoviários federais capacitados, com equipamentos e viaturas melhores, conseguiram combater a criminalidade em todo estado, destacando-se a prisão de quadrilhas que agiam nas praças de pedágio aterrorizando funcionários e usuários das rodovias, além de quadrilhas de assaltos a ônibus e roubos de pneus de carretas.
A especialização dos PRFs quanto à identificação veicular conferiu ao exercício de 2015, o ano em que a PRF na Bahia mais recuperou veículos roubados ou furtados. Em 2014 haviam sido recuperados 335 veículos e em 2015 esse número saltou para 453, representando um aumento de 35% na quantidade de veículos que haviam sido roubados e que foram recuperados a partir da “expertise” em identificação veicular dos policiais rodoviários federais.
Drogas
No combate ao tráfico de drogas a PRF na Bahia também superou a quantidade aprendida em 2014, que era de 2.467 kg, contra 5.451 kg em 2015, o que significou aumento de 122% de maconha, crack e cocaína, retiradas do crime organizado. Outra droga incansavelmente combatida pela PRF, as anfetaminas, por serem comumente utilizados pelos motoristas como “rebites” por possuírem o efeito de inibir o sono, saltou de 1.321 unidades apreendidas em 2014 para 44.065 em 2015, representando um aumento de 3.235% das anfetaminas apreendidas pela PRF na Bahia.
Armas e munições de diversos calibres foram apreendidas impedindo a ação de criminosos. Em 2014 foram 1.164 munições e 103 armas apreendidas, contra 17.062 munições e 182 armas, representando um aumento de 1.365% de munições apreendidas e um aumento de 77% de armas que foram retiradas das mãos de criminosos, contribuindo para evitar que muitos cidadãos fossem vítimas da violência, aumentando a sensação de segurança da sociedade.