Depois de garantirem o mandato por meio de decisão Judicial, deputados antes barrados pela Lei da Ficha Limpa ou que assumiram em lugar de colegas cassados, procuram agora recuperar o dinheiro que alegam ter perdido no tempo em que ficaram fora da Câmara.
Um requerimento foi entregue à Mesa da Câmara pelo deputado Francisco Araújo (PSL-RR). Já o deputado João Pizzolatti (PP-SC) está fazendo consultas à assessoria jurídica com o objetivo de saber se cabe um pedido de ressarcimento à Casa. Araújo assumiu o mandato no dia 12 de maio na vaga de Chico das Verduras (PRP-RR), cassado pela Justiça Eleitoral por compra de votos em 11 de fevereiro deste ano.
O deputado Araújo se sentiu prejudicado pela demora da Mesa em lhe entregar o cargo e solicitou os salários, auxílio-moradia e verbas devidas aos parlamentares no exercício do mandato retroativamente à decisão judicial que afastou o antecessor. O deputado Pizzolatti assumiu no dia 13 do mês passado com as deputadas Janete Capiberibe (PSB-AP) e Magda Moffato (PTB-GO).
A decisão, segundo Pizzolatti, deverá ser tomada nos próximos dez dias, depois que tiver as informações jurídicas e fizer a avaliação política das eventuais repercussões que esse tipo de pedido pode provocar. O deputado descartou, no entanto, a hipótese de pedir ressarcimento de verbas indenizatórias.
O salário de deputados e senadores é de R$ 26,7 mil. O período de três meses entre a decisão do Supremo até a posse em julho somaria R$ 80,1 mil de extras na conta de cada parlamentar apenas em salários.
*Com informações do Blog do Edson Lima
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