Depois de segurarem a CPI dos Transportes, que o PT acredita estar pronta para desgastar não Dilma, mas o ex-presidente Lula, senadores e deputados da base aliada tratam agora de evitar a CPI da Corrupção sugerida pelo DEM, e que pretende investigar denúncias em vários ministérios do governo.
A avaliação, entretanto, feita num encontro informal de líderes na última sexta-feira (12) no Planalto, foi a de que essa CPI pedida pela oposição tem menos chances de sucesso do que a anterior. Isso porque, até o momento, todas as CPIs que pretenderam investigar vários temas ao mesmo tempo terminaram se perdendo e sem resultados concretos.
Para completar, se a presidente Dilma Rousseff conseguir segurar a base aliada ao seu lado — e isso é possível até porque o governo está apenas começando — a oposição sozinha não terá como empreender uma ampla investigação.
Em uma reunião formal de petistas no Planalto esta semana foi avaliado que a CPI dos Transportes estava pronta para investigar o governo Lula e isolar a presidente Dilma. A ideia, segundo o que foi repassado aos petistas, era mostrar que os escândalos eram do tempo em que o comandante era o presidente que deixou o governo com aprovação recorde.
Ciente dessa perspectiva, o PT foi o partido que mais correu aos senadores aliados e segurou a investigação, a fim de não desgastar a imagem de seu maior líder.
Um histórico das CPIs no Congresso aponta que as comissões amplas não costumam ir muito longe. No governo de José Sarney, na década de 80, foi criada a CPI da Corrupção, cujo relatório terminou arquivado. Recentemente, a CPI dos Bingos, de 2005, começou com o intuito de investigar a cobrança de propina pelo ex-secretário de Assuntos Parlamentares da Presidência Waldomiro Diniz.
Ampliou o foco para apurar denúncias contra Antonio Palocci e terminou sem chegar a lugar algum. Acabou mais famosa pelo apelido que o presidente Lula lhe deu: “CPI do Fim do Mundo”. Seu relator foi o senador Garibaldo Alves (PMDB-RN), hoje ministro da Previdência.
Com infirmações CorreioBraziliense
Classificação Indicativa: Livre