Salvador

Mortes no Carlos Costa Pinto: condomínio diz ter autorização, mas prefeitura desconhece

O condomínio gerido por Roberto Oliva afirma que a culpa é da TECPORT LTDA  |  Divulgação

Publicado em 21/03/2019, às 10h52   Divulgação   Redação BNews

O saldo de duas mortes e um ferido no desabamento de um elevador no edifício Mansão Carlos Costa Pinto, no Corredor da Vitória, em Salvador, ainda precisa de mais explicações. O Jornal da Metrópole desta semana relata que o condomínio alegou, em nova enviada para reportagem, que a montagem das estruturas para a reforma tinham Anotação de Responsabilidade Técnica, um documento que a empresa contratada, a TECPORT LTDA, deveria ter apresentado. "Sim, há ART para a obra que seria iniciada, bem como para a montagem da plataforma motorizada", afirmou em nota. As informações foram destaque dojornal da Metrópole desta semana.

A Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo, porém, não reconhece a existência do documento e afirma que condomínio não apresentou a ART do responsável pela obra e pela montagem do elevador cremalheira, requisitos obrigatórios que caracterizam a obra como regular. "No primeiro momento não tivemos acesso a nada que garantisse a regularidade da obra do prédio e nem sabíamos quais serviços estavam sendo realizados porque fomos impossibilitados de entrar na área. Naquele momento, a obra era irregular para a Sedur”, explica o secretário da pasta, Sérgio Guanabara.

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A reportagem relata ainda que o condomínio gerido por Roberto Oliva afirma que a culpa é da TECPORT LTDA. Advogado especialista na área cível, Saulo Daniel Lopes afirmou que o síndico pode ser responsabilizado pelo acidente e pelas mortes. “Há indício de que a obra deveria ter licenciamento. Se não cumpriu isso, há início de negligência e aponta culpabilidade sim”, afirmou. Ainda de acordo com o causídico, a contratação da empresa deveria ser fiscalizada.

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