Salvador

Socorristas do Samu relatam dificuldades para trafegar no trânsito de Salvador: 'pessoas não dão prioridade'

Samu recebia antes da pandemia de Covid-19 uma média de oito mil chamados por dia. Hoje, o número de chamados dobrou  |  Reprodução / TV Bahia

Publicado em 17/03/2021, às 16h35   Reprodução / TV Bahia   Redação BNews

Os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) relatam dificuldades para trafegar no trânsito de Salvador para atender aos chamados de emergência. De acordo com eles, os motoristas não respeitam a prioridade da passagem de ambulâncias nas vias, o que dificulda a agilidade no momento de socorrer as vítimas.

O Samu recebia antes da pandemia de Covid-19 uma média de oito mil chamados por dia. Hoje, o número de chamados dobrou. A média por dia é de 16 mil. As ambulâncias também fazem cerca de 100 transferências de pacientes por dia e, para atender a demanda, Salvador tem 17 bases de apoio do Samu e 72 ambulâncias.

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A enfermeira, servidora do Samu, Daiane Burgos contou ao G1 que já notou que alguns motoristas não dão passagem para a ambulância. Ela também percebeu que, mesmo com as medidas restritivas para conter a disseminação da Covid-19, o fluxo de circulaçã nas ruas continua intenso. 

“A vontade que tenho é descer e dizer para as pessoas: ‘gente, respeite, tem uma vida lá dentro’. É um pedido de socorro do Samu para a população. É um desespero muito grande quando a gente vê que as pessoas não respeitam, não dão prioridade. Na pandemia isso nos deixa surpresos, porque você vê a quantidade de gente na rua, e as pessoas não respeitam a nossa ambulância”, relata.

Os profissionais que atuam no Samu precisam lidar com a sobrecarga de trabalho, além do trânsito, o que também contribui para desgaste do veículo.

"Essa sobrecarga tem trazido problemas para a equipe de cansaço físico e mental. O próprio veículo também tem sido demandado mais, aumentando o consumo de pneu, de combustível e a necessidade de manutenção. Um veículo desse passa por um processo de manutenção para garantir que durante o atendimento ele não passe por uma pane”, afirmou ao G1 o coordenador do Samu, Ivan Paiva.

Quem não respeitar a preferência de ambulâncias no trânsito pode responder por infração gravíssima, com sete pontos na carteira e multa de R$ 293.

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