Salvador
Publicado em 02/09/2026, às 20h19 - Atualizado às 23h49 Reprodução/Vídeo Analu Teixeira
Uma associação que atende pessoas que vivem com HTLV fez um apelo para conseguir uma sede própria e melhorar a estrutura oferecida aos associados. A HTLVida reúne cerca de 200 famílias e atualmente funciona em um imóvel alugado.
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Em vídeos, Maria das Graças Dulce Machado, fundadora da associação há 15 anos, contou que a entidade realiza rifas para conseguir arcar com despesas básicas da sede, como aluguel, energia, água e internet.
“Essa casa é de aluguel e fazemos rifa para pagar aluguel, internet, energia e água. Peço que você nos ajude a comprar o nosso espaço. Qualquer valor que você mandar é de bom agrado”, declarou Maria das Graças.
A atual presidente da HTLVida, Márcia Carneiro Brandão, mostrou as condições do espaço e pediu apoio para dar visibilidade às necessidades enfrentadas pela associação.
No vídeo, Márcia apresenta uma sala utilizada para diferentes atividades, como reuniões, almoços e oficinas. Já os atendimentos de fisioterapia são realizados em um ambiente menor, onde ficam um equipamento de pilates, uma maca e tatames. “Olha como é pequeno. E aqui tem dia que são quatro, uma na maca e três no chão”, relatou.
Segundo a presidente, o tamanho do ambiente também dificulta a circulação das pessoas que chegam à associação em cadeiras de rodas. Durante os atendimentos, as cadeiras precisam ser retiradas e guardadas em outro espaço. “A sala é muito pequena para que a cadeira de rodas possa circular. Então eles vêm na cadeira, sentam-se e a gente guarda as cadeiras lá na área de serviço”, explicou.
A estrutura conta ainda com uma pequena cozinha, equipada com micro-ondas e frigobar. De acordo com Márcia, as refeições são levadas de casa e aquecidas no local. A associação também afirma precisar de uma geladeira.
Além de uma sede própria e com estrutura adequada, a HTLVida pede doações de itens utilizados no auxílio às famílias, como cestas básicas, sondas e fraldas.
De acordo com Márcia, aproximadamente 200 famílias fazem parte da associação. Alguns dos associados não conseguem mais se deslocar até a sede, e integrantes da entidade realizam visitas para prestar assistência em casa. “Muitos estão em casa e não podem mais sair. Somos nós, da associação, que vamos até eles”, contou.
Ao final do vídeo, a presidente reforçou o pedido para que a situação ganhe visibilidade e a entidade consiga mobilizar uma campanha de ajuda. “Precisamos de cesta básica, precisamos de sondas, fraldas e, se você puder levantar uma campanha para nos ajudar, principalmente no que tange ao espaço, para que a gente possa acolher melhor os nossos associados”, afirmou.
A associação busca principalmente recursos para conquistar uma sede própria e oferecer melhores condições de atendimento às famílias assistidas.