Salvador
Publicado em 25/10/2026, às 17h26 Thiago Teixeira/BNews Antonio Dilson Neto e Thiago Teixeira
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), atribuiu o atraso na circulação de ônibus neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições de 2026, à retirada de adesivos de propaganda eleitoral dos coletivos.
Em entrevista coletiva, o gestor negou que a prefeitura tenha orientado as empresas a reduzir a frota e afirmou que a operação foi normalizada ainda pela manhã.
Bruno Reis abriu a declaração dizendo que pretendia rebater o que chamou de “inverdades” sobre a situação do transporte público. Segundo ele, a maior parte dos ônibus que estavam nas garagens no início da operação tinha adesivos de um candidato, o que, na avaliação do prefeito, contrariava as regras eleitorais para a oferta de transporte gratuito no dia da votação.
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Hoje, na hora da saída dos ônibus da garagem, a grande maioria estava com adesivo de um determinado candidato. E, para cumprir a resolução, os empresários, os donos das empresas, determinaram a retirada dos adesivos. A retirada desses adesivos levou a um atraso da operação”, afirmou.
O prefeito disse que, ao perceber que a retirada do material poderia comprometer o serviço, a administração municipal autorizou a saída dos coletivos mesmo com os adesivos. Segundo ele, a medida foi adotada para evitar que a demora prejudicasse o deslocamento dos eleitores.
Quando a prefeitura percebeu que isso iria comprometer todo o processo, de imediato determinou que os ônibus pudessem sair, mesmo com adesivos de propaganda eleitoral, ou seja, descumprindo a própria legislação eleitoral”, declarou.
Bruno Reis afirmou ainda que a frota foi normalizada até as 10h e que, diante das críticas, a prefeitura determinou a ampliação do serviço ao longo do dia. De acordo com o gestor, a quantidade de ônibus em circulação no segundo turno chegou a superar a registrada em outras eleições e no primeiro turno de 2026.
Durante a coletiva, Bruno Reis negou que a prefeitura tenha determinado a retenção dos ônibus nas garagens e classificou as críticas à gestão como uma tentativa de levar o episódio para o campo político.
Não houve por parte da prefeitura qualquer orientação para que a frota não fosse oferecida”, afirmou.
O prefeito também defendeu o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, que foi alvo de uma determinação de prisão em flagrante do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) em meio à crise no transporte.
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