Salvador
Publicado em 27/06/2026, às 11h09 Reprodução/redes sociais/@willis_aquinops Redação Bnews
A tutora de um gato passou por momentos de desespero na última quarta-feira (24) ao segurar seu animal de estimação morto em frente ao Hospital Veterinário Municipal de Salvador. As imagens repercutiram nas redes sociais com denúncias sobre dificuldade de atendimento no equipamento municipal.
No vídeo, a tutora chora e acaricia o corpo do gato enquanto se despede do animal, em um carro estacionado na frente da entrada do hospital. O homem que registra o momento mostra o equipamento público com as grades fechadas e desabafa: “o gato morreu. Não tem atendimento, o gato chegou aqui… não tem nexo. Tem dinheiro público aí, cadê o atendimento? A mulher perdeu o gato. Ninguém ajuda”, disse.
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Um registro anterior mostra a mulher, na frente do hospital, segurando o gato machucado e lamentando não ter conseguido atendimento. “No Google, aparecia que estava aberto [o hospital]”, diz.
Quem fez os registros foi Willis Aquino, que também buscava atendimento para um gato que resgatou. Em contato com a equipe do BNews, ele revelou que no período que aguardava na frente do hospital, pelo menos 15 pessoas também chegaram procurando assistência para seus animais. Na portaria, segundo ele, foram informados que o hospital estava fechado, por conta do feriado, e para atendimento precisariam retornar no dia seguinte.
Dificuldades para atendimento
Com a repercussão dos casos, nas redes sociais surgiram reclamações relatando supostas restrições de horário de atendimento no hospital e dificuldade para assistência principalmente em casos de alta complexidade, urgência e emergência.
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), responsável pelo Hospital Veterinário, rebateu as denúncias. Segundo a pasta, os atendimentos ambulatoriais são realizados em horário previamente estabelecido, com distribuição diária de 40 senhas, mas isso não impede atendimento em casos urgentes.
“Todos os animais passam por triagem veterinária e, quando identificadas situações de urgência e emergência, a abertura da ficha é autorizada independentemente da disponibilidade de senhas. Fora do horário do atendimento ambulatorial, sempre que um animal é levado à unidade, a equipe de portaria aciona os médicos-veterinários responsáveis pela internação para avaliação no próprio portão da unidade, o que não ocorreu no caso em análise, de modo que nenhum integrante da equipe local teve conhecimento dessa demanda”, alegou a secretaria.
A Secis diz que, até o momento, não há registro de acionamento da equipe de internação envolvendo o gato da tutora em questão. A secretaria ainda afirma que no feriado de São João, mesmo período do caso, outros animais foram regularmente avaliados pela equipe da unidade.
“Não procedem, portanto, as informações de que o Hospital Veterinário Municipal deixa de prestar atendimento a casos de urgência e emergência fora do horário regular de funcionamento. Confirmada uma situação de urgência ou emergência, o animal é admitido para estabilização clínica e, quando necessário, encaminhado para os procedimentos indicados”, finalizou a pasta.
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