Salvador
Publicado em 06/06/2026, às 16h43 - Atualizado às 17h10 BNews TV Antonio Dilson Neto e Bernardo Rego
Após o susto que mobilizou Salvador no último sábado (6), as equipes do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil iniciaram a segunda fase da operação na Rua Candelabro de Pirajá. Com a derrubada dos resquícios do prédio de três pavimentos concluída, o foco dos trabalhos agora se concentra na remoção completa do entulho e na vistoria minuciosa dos imóveis vizinhos que foram impactados pelo colapso.
O diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira, esteve no local e detalhou a cronologia do atendimento ao BNews. "As equipes da Codesal se fizeram presentes desde o início da manhã, desde as 5h10. Estávamos aqui já junto com o Corpo de Bombeiros, fazendo os primeiros atendimentos. Graças a Deus, tivemos apenas uma ferida, que foi uma criança de 9 anos que saiu ilesa, com pequenos arranhões", afirmou.
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A área mais crítica já passou por intervenção. O perímetro segue isolado enquanto as equipes avaliam o impacto do colapso nas casas do entorno.
"O que restou do prédio já foi demolido. Todo esse material de escombros já foi separado para amanhã a gente fazer a remoção final e a análise das casas circunvizinhas, para entender se as superestruturas foram abaladas", explicou Silveira.
O diretor alertou que algumas residências próximas foram comprometidas. "A gente percebe que algumas casas foram bastante atingidas, como aquela casa ao fundo e a casa daqui de baixo. Então vamos fazer uma análise mais completa para entender se os danos são irreversíveis ou reversíveis para que a gente possa conduzir os trabalhos a posteriori", pontuou.
A origem do colapso ainda não foi determinada. Silveira explicou que essa responsabilidade não é da Codesal. "Essa parte de determinar as causas do acidente cabe ao Departamento de Polícia Técnica. A Codesal vai entrar simplesmente na análise das superestruturas. Se elas foram abaladas, a gente vai encaminhar a evacuação definitiva e a demolição das estruturas", disse.
O suporte às famílias foi ativado ainda no sábado. "Nossa equipe da Secretaria de Promoção Social esteve aqui, inclusive o secretário Júlio Magalhães com a vice-prefeita Ana Paula Matos. Todas as famílias foram assistidas, cadastradas, inclusive foram à Codesal para terminar o cadastro, já para poderem ser beneficiadas com auxílio emergencial e auxílio aluguel", concluiu o diretor.
Mônica, tia de Eloísa — esposa de Vinícius, dono do imóvel que desabou — acompanhou os desdobramentos no local e falou com o BNews. Ela foi enfática ao afastar a hipótese de problemas estruturais anteriores. "A casa não tinha nenhum problema de estrutura não", garantiu.
O alívio veio de saber que todos saíram a tempo. "Realmente uma tragédia muito triste, mas graças a Deus, todo mundo saiu ileso. Deus livrou, deu livramento a todos", disse.
Enquanto Vinícius tratava da documentação junto à prefeitura, a família se reorganizava na casa de parentes.
Graças a Deus tá todo mundo bem. Deu tempo de ele salvar a família dele. Tirou todos com vida. Eles estão na casa de familiares até resolver essas coisas", contou Mônica.
A situação mais delicada envolve a esposa e a recém-nascida. "O bebê chegou ontem, teve alta ontem da maternidade. Tá na casa da mãe, da avó da bebê. Mas estamos todos bem. Foi um susto, mas graças a Deus não teve vítima. É pedir a Deus para reconstruir a vida. Deus já está no controle de tudo", desabafou.
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