Salvador
Publicado em 21/07/2026, às 16h10 BNews Cibele Gentil e Lucas Pacheco
Em fevereiro de 2025, um trágico acidente, ocorrido na Igreja de São Francisco de Assis, causou a morte de uma turista e deixou outras cinco pessoas feridas. Desde então, a "igreja de ouro", localizada no Centro Histórico de Salvador, permaneceu fechada para o público, enquanto passa por restauração.
Para dar continuidade às reformas, os administradores do complexo religioso, que também abriga um convento, iniciaram uma campanha de arrecadação de recursos.
Durante o evento de lançamento da campanha, Frei Lorrane Clementino, vigário da Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil, apresentou à imprensa os avanços das obras e o projeto do que ainda precisa ser executado.
Na ocasião, ele lembrou que a importância do lugar, considerado uma das ‘Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo’, transcende o aspecto religioso, destacando também a sua relevância histórica e cultural. Caso consigam seguir o cronograma, o local deve voltar a receber visitação pública em 2029.
Críticas e falta de apoio
“Nós iniciamos uma campanha sabendo da ausência de muita gente”, desabafou o religioso durante a apresentação. De acordo com ele, a ordem tem contado com pouco apoio no meio político. “Graças a Deus, a gente já conseguiu o apoio da Secretaria do Turismo, através do Governo do Estado”, disse.
No entanto, o religioso lamentou que outros políticos, como deputados, foram procurados para apoiar a reforma, mas sem sucesso. “Mandamos convite também para a Prefeitura Municipal, mas nunca tivemos retorno. E aí fica nosso apelo”, falou.
A falta de recursos é uma dificuldade não apenas para a realização dos serviços, mas também para a manutenção do espaço e dos próprios religiosos. Em sua fala, Frei Lorrane contou sobre o período após o acidente.
“Quando o forro da igreja caiu, todos os setores, políticos, as pessoas influentes, postaram nota, falaram, lamentaram e tudo mais. Mas depois ninguém perguntou nem se a gente estava passando fome. Ninguém nunca chegou depois, após o acidente, para oferecer uma ajuda, porque a nossa renda vinha da igreja”, disse.
Turismo religioso
Presente no evento, o superintendente de Promoção e Serviços Turísticos, Luiz Rabelo Neto, da Secretaria de Turismo do Estado (Setur), destacou a beleza do complexo e o engajamento do órgão na campanha. “De imediato demos as mãos para fazer com que esse grandioso patrimônio histórico, cultural e sobretudo artístico possa voltar a ser aberto ao público”, falou.
Para o superintendente, o turismo religioso tem ganhado cada vez mais peso para o setor e manter o estado nesses roteiros. “A Bahia se consolidou e é uma referência nacional e internacional e a importância do segmento do turismo religioso e sobretudo o Convento de São Francisco que traz consigo um legado histórico”, destacou.
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