Salvador

Farol da Barra vira palco de disputa entre surfistas e atletas de outros esportes aquáticos: ‘Mar não tem dono’; entenda

Surfistas da Barra clamam por mais segurança e organização no uso do mar, citando riscos de acidentes com outras modalidades  |  Domingos Júnior / BNews

Publicado em 01/09/2026, às 12h02   Domingos Júnior / BNews   Redação BNews

Uma discordância envolvendo surfistas e praticantes de outras modalidades de esportes náuticos na praia do Farol da Barra, em Salvador, tomou conta das redes sociais nos últimos dias. Tudo começou após um grupo que pratica surf na área cobrar mais organização e segurança no uso do mar para as pessoas que fazem foil, caiaque, vela e outras modalidades na água.

Segundo os surfistas, que integram a Associação dos Surfistas da Barra (ASB), a presença de embarcações e equipamentos motorizados estaria aumentando o risco de acidentes com quem utiliza a região para surfar ou com os banhistas. Eles também reclamam da ausência de um posto de salva-vidas no local e defendem uma melhor delimitação das áreas utilizadas pelas diferentes modalidades.

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Em um vídeo publicado no Instagram, os surfistas afirmam que a região é frequentada por famílias, crianças, alunos de escolinhas e praticantes de diferentes modalidades. A maior preocupação, segundo eles, é evitar acidentes.

Outro integrante do grupo reclama do uso de foil, equipamento utilizado na prática do foil surf, modalidade em que o atleta utiliza uma prancha equipada com uma estrutura semelhante a uma asa, posicionada abaixo da superfície da água, que permite que a pessoa deslize sobre a água.

'Mar não tem dono'

Após a repercussão do vídeo, o velejador profissional Maru Urban compartilhou um texto em seu perfil pessoal questionando a tentativa de estabelecer restrições para outras modalidades no Farol da Barra.

Ele defendeu que o mar seja utilizado de forma compartilhada por surfistas, praticantes de caiaque, stand up paddle (SUP), vela e foil, desde que haja respeito e segurança.

"O mar não tem cerca, muro ou escritura. Está aí para ser vivido por todos, com respeito, educação, conhecimento e bom senso. A onda do Farol sempre foi do povo e assim deve continuar. Quando o localismo deixa de ser respeito pelo lugar e passa a ser intimidação, agressividade ou tentativa de decidir quem pode estar no mar, perdemos justamente o que a natureza tem de mais bonito: a liberdade", escreveu.

Ainda no texto, Maru afirmou que alguns dos melhores velejadores do Brasil e do mundo saíram da Baía de Todos-os-Santos.

"Campeões brasileiros, mundiais e atletas em campanha olímpica. Para um velejador, saber surfar uma onda é técnica, conhecimento e evolução. E que sorte a nossa poder aprender em um cenário como esse!".

Classificação Indicativa: Livre


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