Salvador
Publicado em 29/11/2024, às 08h08 - Atualizado às 11h39 Joilson César/BNews Dandara Amorim e Maurício Viana
Após a queda de uma marquise ocorrida na madrugada desta sexta-feira (29), no bairro do Acupe de Brotas, em Salvador, o comandante Adson Marchesini foi entrevistado pelo BNews Se7e da Matina para comentar o caso. O Corpo de Bombeiros foi acionado para dar suporte à ocorrência e conseguiu avaliar o cenário.
"Nós estivemos no local, não tem vítimas, já está entregue à Defesa Civil Municipal para as providências necessárias, mas nós temos várias residências nessa situação", comentou Marchesini.
O comandante também acrescentou os relatos do morador, que já sabia dos riscos que havia no local, porém, ele tentou resolver por conta própria.
"A gente percebeu que o morador verificou, na semana passada, que existia a possibilidade de rompimento dessa marquise e ele simplesmente achou que ele poderia resolver o problema e não chamou os órgãos competentes para o auxiliar. Aconteceu o quê? Acidente. Graças a Deus não morreu ninguém, mas poderia ter morrido uma pessoa que estivesse passando ou o próprio morador que estivesse nesse local, que ele usava ali como uma cozinha, ele mesmo relata", disse.
"Ele relata que esvaziou a caixa d'água dele na semana passada já sabendo da possibilidade de ocorrer isso e acabou, infelizmente, ocorrendo, mas, graças a Deus, não tivemos vítimas", acrescenta.
Valdomiro, irmão do dono do imóvel, contou à reportagem do BNews como foi a situação e o susto que a vizinhança levou.
"Foi a marquise que caiu da casa de meu irmão e aí foi aquele susto, os vizinhos tudo acordou e desde às quatro da manhã que estamos aqui na rua esperando uma solução do pessoal da Prefeitura", conta o morador.
Ele também informa que as casas foram isoladas e só serão liberadas quando for demolido um pedaço de parede que está em condição de risco.
A Defesa Civil se mobilizou para avaliar o local. O arquiteto da defesa, Paulo Passos, comentou o assunto.
"Trata-se do desabamento de uma marquise que estava funcionando como uma cozinha. Felizmente não houve vítimas e estamos aqui no aguardo dos prepostos da Sedur pra gente fazer a demolição das partes instáveis", disse.
Passos também acrescenta que uma vistoria mais assertiva será feita a partir da retirada da área de risco.
"A princípio, a gente vai tirar o risco pra que a gente possa adentrar o imóvel e fazer uma vistoria mais assertiva. Primeiro a gente vai fazer a demolição, depois a gente vai fazer a avaliação", esclareceu.
Confira a entrevista completa com o arquiteto.
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