Salvador
Publicado em 04/11/2026, às 21h01 - Atualizado às 21h59 Divulgação Davi Lemos
A Holiste Psiquiatria respondeu, nesta quarta-feira (4), às declarações da SulAmérica sobre o atendimento a beneficiários da operadora na clínica, em Salvador. Em nota, a instituição contestou as acusações de que estaria dificultando auditorias nas internações e afirmou que a operadora tenta comprometer a credibilidade da clínica para evitar o pagamento de despesas com tratamentos determinados pela Justiça.
A clínica declarou que não possui credenciamento ou relação comercial com a SulAmérica e que atende pacientes da operadora exclusivamente em cumprimento a decisões judiciais. Segundo a Holiste, os beneficiários procuram a instituição por estarem insatisfeitos com a rede credenciada e para buscar assistência especializada em saúde mental.
A instituição também afirmou que a SulAmérica possui um passivo financeiro com a clínica, com contas não pagas há quase 20 anos e que continuam sendo cobradas judicialmente.
VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA
A SulAmérica é uma contumaz descumpridora de ordens judiciais e, inescrupulosamente, põe em risco a assistência aos pacientes. A operadora tem um enorme passivo com a Holiste, com contas sem pagar há quase 20 anos e que continuam sendo cobradas na Justiça.
A Holiste Psiquiatria é referência nacional em saúde mental e atua há 25 anos com tratamentos e serviços pioneiros no Brasil. Em função de sua excelência na área, a clínica não possui credenciamento ou qualquer relação comercial com a SulAmérica, tampouco é parte dos processos judiciais entre a operadora e seus beneficiários. A instituição limita-se a cumprir as decisões judiciais que determinam o atendimento desses pacientes, os quais, insatisfeitos com a rede credenciada da operadora, buscam uma assistência de alto padrão, como a oferecida pela Holiste.
Para não pagar a conta, a SulAmérica investe caluniosamente contra a credibilidade da Holiste e tenta tumultuar os processos movidos contra ela por seus próprios beneficiários. O que se observa neste momento é a investida de um sistema financeiro que está monopolizando o mercado de saúde, tentando, por meios lícitos e ilícitos, controlar a prática médica e acabar com os inúmeros serviços geridos por profissionais de saúde, que lutam para preservar sua liberdade e autonomia profissionais, bem como a liberdade de escolha de seus pacientes.
Clínica Holiste Psiquiatria
Entenda o caso
A manifestação ocorre após a SulAmérica afirmar, em nota, que a Clínica Holiste não integra sua rede credenciada e que disponibilizou ao beneficiário uma alternativa para a continuidade do tratamento. A operadora declarou que busca assegurar atendimento em estabelecimentos que sigam protocolos clínicos e científicos, padrões éticos e critérios de segurança e bem-estar.
A SulAmérica também afirmou que a Holiste é parte em uma ação judicial que autorizou a realização de auditorias nas internações de beneficiários. Segundo a empresa, os procedimentos são habituais e visam à segurança dos pacientes e à fiscalização dos serviços prestados. A operadora alegou que a clínica vinha impedindo as auditorias e que ainda existem dificuldades para sua realização, além de informar que apresentou notícia-crime às autoridades para apuração de suspeitas de irregularidades.
O caso envolve uma internação na Clínica Holiste, em Salvador, cujo custeio integral foi determinado judicialmente. A juíza Elke Figueiredo Schuster, da 12ª Vara de Consumo da Comarca de Salvador, reconheceu o descumprimento de decisões anteriores e determinou novos bloqueios de recursos financeiros, além de elevar a multa diária aplicada à operadora.
Conforme informações da representação jurídica do paciente, a Justiça determinou a transferência de R$ 22.224,82, referentes à primeira semana de internação, para a clínica. Também foi ordenado o bloqueio de outros R$ 22.179,30, relativos à segunda semana de tratamento. A multa diária por descumprimento passou de R$ 500 para R$ 2 mil, enquanto o limite máximo foi elevado de R$ 30 mil para R$ 60 mil.
A decisão prevê ainda a possibilidade de bloqueio de valores para um período maior de internação, mediante apresentação de relatório médico com estimativa do tempo necessário para o tratamento. A família teme que a falta de pagamento comprometa a continuidade da assistência. Segundo a representação jurídica, o contrato entre a operadora e a clínica prevê a possibilidade de rescisão por inadimplência, mediante aviso prévio de 24 horas.
A defesa do paciente afirma que a SulAmérica foi intimada das decisões, mas ainda não comprovou o cumprimento integral das obrigações. A operadora, por sua vez, reafirmou seu compromisso com o cumprimento das determinações judiciais vigentes e com a continuidade da assistência ao beneficiário.