Salvador
Publicado em 22/01/2025, às 09h40 Reprodução/Redes Sociais Maurício Viana
A influencer Leide Almeida soltou o verbo nas redes sociais para mostrar sua indignação com relação aos ambulantes que põem suas cadeiras na areia das praias de Salvador, limitando o acesso dos banhistas que não desejam usar o serviço.
Em meio à polêmica que repercutiu principalmente pela lotação de cadeiras vista no Porto da Barra, a influencer se enfureceu por ver apenas o caso repercutindo numa praia considerada de elite. Leide também denunciou que o caso não é exclusivo na Barra, mas também de outras praias da capital baiana, conforme contou em entrevista ao BNews.
"Eles botam cadeira na areia, principalmente na frente, logo próximo à água [...] Se você não alugar a mesa e a cadeira, você não vê o mar, né? É muito quente pra você ir até a água, aí você tem que alugar. A gente vai com o isopor, né? O cooler... Mas mesmo assim, você tem que pagar 70, 80 reais no combo pra poder (sentar)", disse.
Leide também conta que a prática das cadeiras na faixa de areia é algo comum em praias como Ribeira, Boa Viagem, Cantagalo, São Tomé de Paripe e Tubarão. O aluguel da cadeira sai pelo valor de R$ 70 se o banhista levar seu cooler para praia. Os valores para consumo são cobrados por fora.
"Se você levar o seu cooler, você aluga a cadeira por esse valor. Aí eles ainda respondem que eles têm que dar o (valor) da prefeitura, é o aluguel da prefeitura, é que eles pagam isso, é o aluguel da prefeitura. Porque a gente sabe que a cadeira e a mesa é da prefeitura, aí eles dizem que é porque eles pagam", conta.
A atitude dos ambulantes vem chamando a atenção da opinião pública e também dos frequentadores das praias de Salvador, que consideram a atitude dos barraqueiros como uma "privatização". Em meio a polêmica, o BNews entrou em contato com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), que emitiu um comunicado.
“Os barraqueiros licenciados podem trabalhar, mas precisam respeitar o limite de kits permitido. Quando há excesso, os responsáveis são notificados e, se a irregularidade continuar, os equipamentos podem ser apreendidos”, disse em nota.
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