Salvador
Publicado em 10/04/2025, às 14h59 Reprodução / BNews Cauan Borges
Os moradores do Edifício Europa, localizado no bairro do Campo Grande, entraram em contato com a equipe do BNews com o intuito de denunciar as rachaduras no solo do prédio, que vem impedindo a saída e entrada de carros dos residentes, além da iminente ameaça de desabamento.
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A possível causa das fraturas no terreno, segundo o relatório da Defesa Civil de Salvador (Codesal), seria a erosão do solo abaixo da estrutura, com cerca de 50 centímetros de comprimento. O piso possui várias rachaduras com inclinação direcionada à abertura no chão, que está tampada com uma placa de concreto.
Sendo assim, o problema principal é que a área em questão também contém uma caixa de passagem da rede de drenagem de águas da chuva e tubulações da rede de esgotamento sanitário, que vem da rua, aumentando o nível da água no pátio em dias de chuva. Inclusive, foi agravado por conta das intensas chuvas em novembro do ano passado.
Relatos e entidades
Em entrevista ao BNews, a moradora do prédio há 10 anos, Cristiane Lima, de 49 anos, afirmou que a Embasa já foi ao local em algumas oportunidades. A primeira vez foi na semana do Carnaval, com uma equipe pequena, quando identificaram a presença de uma cratera, causando interferência entre as redes de esgoto e drenagem na região. Já na segunda vez, na quarta-feira de cinzas, com maior número de agentes, que realizaram a limpeza da caixa pluvial.
Para evitar um acúmulo maior de água em dias chuvosos, os moradores realizaram um esquema de tubulação que leva a água da chuva que cai do telhado direto para a rua, diminuindo o volume que já é causado pela entrada dos fluidos pela caixa de captação de água de chuvas que fica dentro da propriedade privada.
Cristiane também afirma que, para sair do prédio sem o uso dos carros pessoais dos moradores, que não dirigem com medo do desabamento do solo do pátio, é necessário a utilização de uma segunda opção, que seria chamar motoristas por aplicativo.
Não é justo com a gente que estamos com os impostos em dia, temos que sair de Uber!"
Além disso, no edifício residem alguns idosos, e um deles possui dificuldade de locomoção. Para agravar a situação, as rachaduras no solo já estão atingindo uma casa próxima ao prédio, onde também moram mais idosos.
No relatório do trâmite, a Codesal afirma que o fiscal da Embasa que foi realizar a avaliação na primeira vez, recomendou que a intervenção seja realizada de forma conjunta com a Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade (Seman), com o intuito de garantir a adequada resolução do problema.
Ainda segundo Cristiane, o problema da entrada de água no pátio que vem causando a erosão no solo do edifício não é algo novo, já que a extinta Superintendência de Manutenção e Conservação da Cidade de Salvador (Sumac) - hoje substituída pela Seman - realizou um serviço no local na década de 90.
A equipe do BNews entrou em contato com a Seman e a Embasa, com o objetivo de buscar mais informações acerca da problemática, mas não recebeu retorno. A matéria será atualizada com a chegada de mais informações.