Salvador

"Não foi o acordo dos sonhos", diz Daniel Mota sobre fim da greve dos rodoviários em Salvador

"Foi o que nós avaliamos mais assertivo para aprovar na assembleia e não ter a greve”, acrescentou Mota  |  Reprodução / PNotícias

Publicado em 28/05/2025, às 16h45   Reprodução / PNotícias   Redação Bnews

O diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários, Daniel Mota, afirmou que as negociações entre o sindicato e as empresas de transporte não foi “o acordo dos sonhos”, mas que garantiu algumas reivindicações. Com o acerto entre as partes, foi suspensa a greve dos rodoviários em Salvador. 

“Nós avaliamos que os empresários queriam levar os trabalhadores para o tribunal, fazer um julgamento e retirar alguns direitos inexoráveis que nós temos como tiraram em 2006. [...] Nós fomos muito tranquilos, orientados pelo jurídico que tinha uma armadilha para nós. Todas as vezes que a gente negociou a campanha salarial, nunca fechamos nenhum acordo inferior à inflação do período. Dessa vez eles botaram um bode na sala, que foi retirar o plano de saúde, voltar ao banco de horas, discutir a ampliação do contrato parcial e pagar o salário diferenciado”, disse Daniel Mota à imprensa na tarde desta quarta-feira (28).

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A greve dos rodoviários na capital baiana estava marcada para começar às 00h01 desta quinta-feira (29). No entanto o acerto para o fim da paralização aconteceu após reunião do Sindicato dos Rodoviários da Bahia com o patronato na manhã desta quarta (28), na sede do Tribunal Regional do Trabalho, no bairro do Comércio. 

Em entrevista, o diretor comentou que entre as reivindicações estão o ticket de alimentação e a ampliação dos banheiros femininos.

“Tivemos tranquilidade. [Foram ouvidos] os dois lados e surgiu a proposta do presidente do Tribunal.  A inflação do período, no mesmo tom para o ticket de alimentação e a questão dos femininos que não tem. [As mulheres] estavam fazendo xixi em qualquer lugar, exceto os terminais que tem banheiro feminino e masculino. Só tem banheiro masculino e as meninas estavam ‘na grita’ porque estavam se infectando”, destacou Mota.

“Ganhamos também a questão da licença sem remuneração [que é para quando os motoristas] vão renovar a habilitação.[...] Nós entendemos que não foi o acordo dos nossos sonhos, mas foi o que nós avaliamos mais, eu diria, assertivo para aprovar aqui na assembleia e não ter a greve”, acrescentou. 

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