Salvador
Publicado em 30/07/2026, às 19h05 Reprodução / Tácio Caldas / BNews Leonardo Oliveira
Durante entrevista para o Se Liga Bocão, nesta quinta-feira (30), o presidente da Limpurb, Cacau, explicou como Salvador tem uma coleta regular e comentou sobre o agravamento do acúmulo de lixo na cidade durante a greve dos garis e margaridas. Em entrevista ao programa, ele garantiu que o serviço funciona normalmente, mas muitas vezes o problema se encontra no descarte fora do horário correto.
“A gente tem a coleta, começa 7 da manhã, e tem algum setor que ela vai até 11, 12, depois tem repasse. A gente faz a coleta, o cidadão resolve levantar às 9, 10 da manhã, vai lá e coloca lá. Se você tem coleta diária, não precisa ter as caixas na rua. Se a coleta é diária, coloca o lixo ali, o agente vem, pegou a coleta, acabou. Fica tranquilo. Mas aí o pessoal bota fora do horário. Infelizmente tem isso”, comentou.
Ao falar da recente paralisação dos garis e margaridas, o presidente da Limpurb destacou o impacto direto no serviço: “Nós tivemos duas greves terríveis. Em menos de 30 dias você tem greve com 3 milhões de pessoas botando lixo e não tem coleta. Bom, é um direito que os agentes têm. Eu só não vejo assim, a culpa não é de Salvador, não é do prefeito de Salvador. Isso é um pedido deles, em esfera nacional. Agora, não pode ter greve sem comunicar. Porque a greve, todo mundo tem direito a fazer”, disse.
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Cacau ainda criticou o vandalismo contra equipamentos de limpeza. Segundo ele, as papeleiras e caixas de lixo são frequentemente quebradas, o que aumenta os custos da operação. Além disso, afirmou que a prefeitura tem estudado a ampliação de lixeiras subterrâneas.
“Na Barra, tem no Candeal, tem no Curuzu, tem agora ali no Mercado Modelo, e a gente tá intensificando. O prefeito pediu que a gente fizesse um estudo, não é para agora. Para gente fazer na Lima e Silva, a Liberdade toda, com caixa subterrânea. A gente tá nesse processo. É que é muito caro, a coleta é diferente. Precisa de um equipamento diferente, que se chama Imavi. Mas nós estamos fazendo esse projeto para isso”, comentou.
Ele também como o sistema de coleta é caro e explicou os diferentes processos de limpeza feitos. “Nós temos a coleta domiciliar, do lixo domiciliar, nós temos a coleta do entulho, que é aquele que o cara tá quebrando a casa, quer consertar a casa dele, joga no meio da rua. Nós temos a coleta da poda, que o cara limpa o quintal dele e joga no meio da rua. E nós temos a coleta de inservíveis, que é sofá, cama, geladeira velha, tudo. Então, são quatro tipos de coleta diferente, com destinos diferentes, com caminhão diferente. Então, é caminhão de carroceria, é caçamba, e caminhão compactador. Então, é uma coleta muito cara”, explicou.
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