Salvador
Publicado em 19/06/2026, às 18h05 Reprodução Cauan Borges e Shizue Miyazono
O presidente do Sindicato dos Terceirizados, dos Trabalhadores da Limpeza Urbana e do Asseio e Conservação de Salvador (Siemaco), Maurício Roxo, se pronunciou publicamente e negou todas as acusações apresentadas contra ele pela vice-presidente da entidade, Maria de Lourdes Borges Teles de Brito.
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Em entrevista concedida ao BNews nesta sexta-feira (19), após a repercussão do caso, Roxo afirmou que as denúncias teriam relação com um conflito político interno e com o processo eleitoral da entidade sindical. Segundo o dirigente, ele está à frente do sindicato há cerca de cinco anos e afirma ter participado de um processo de reestruturação da entidade.
Eu praticamente refundei esse sindicato. Era um sindicato descredibilizado, afundado em dívidas e dívidas trabalhistas. Graças ao trabalho que a gente vem realizando, nós conseguimos colocar o sindicato no local em que ele merece estar”, declarou.
Ao comentar a relação com a vice-presidente, Maurício afirmou que ambos atuavam juntos na gestão até o surgimento de divergências internas: “Essa diretora que hoje me acusa era minha parceira de trabalho, nós trabalhávamos juntos. Só que de um tempo pra cá ela foi assumindo um comportamento estranho”, afirmou.
O presidente do Siemaco também relacionou o conflito ao processo eleitoral do sindicato. De acordo com sua versão, a atual gestão foi obrigada judicialmente a organizar uma nova eleição enquanto ainda recorria da decisão. Maurício alegou que a então vice-presidente já não integraria a chapa da situação por suspeitas de rompimento político.
Nós já estávamos prevendo que ela daria um golpe na gente, porque ela já estava indo para outra seara, que não é a política sindical, mas a política partidária”, declarou.
Ainda segundo o dirigente, uma tentativa de inscrição de chapa adversária teria sido rejeitada pela comissão eleitoral por descumprimento de regras estatutárias: “Quando faltavam 15 minutos para encerrar a inscrição, ela apareceu no sindicato com o advogado para inscrever a chapa dela. A comissão eleitoral encontrou várias irregularidades que não respeitavam o estatuto”, disse.
Maurício afirmou que, após o episódio citado anteriormente, passou a ser alvo das denúncias. Além disso, o presidente disse ainda que acionou judicialmente a denunciante e sustenta que pretende comprovar sua inocência.
No mesmo dia em que ela não conseguiu inscrever a chapa, ela foi para as redes sociais me acusar de assédio moral, assédio institucional, sexual e moral. Eu fui surpreendido com essa denúncia. Prontamente liguei para meus advogados e falei: 'vamos entrar com ação criminal e ação cível, porque eu preciso me manifestar e provar minha inocência'”, relatou
Durante a entrevista, Maurício também mencionou impactos pessoais causados pela repercussão do caso, ao afirmar que seu pai, que teria problemas no coração, passou por cirurgia de emergência após as denúncias.
Hoje eu sou pai de duas filhas, uma adotiva, eu adotei ela desde os dois anos de idade, e tenho uma filha minha mesmo que já tem sete anos de idade, e sou casado. Minha mãe, minha família, todos ficaram atordoados, e chocados com essa perplexidade e se preocuparam comigo. Tenho um pai que hoje é cardiopata, precisou fazer até uma cirurgia de última hora, tá meio abalado por conta dessas situações”, desabafou o presidente.
O dirigente também declarou que existe um procedimento administrativo interno em andamento para apuração dos fatos e afirmou que a denunciante teria sido convocada para apresentar sua versão.
Supostas irregularidades financeiras
Sobre as acusações relacionadas a irregularidades financeiras e desvios de recursos sindicais, o presidente contestou os relatos apresentados pela ex-contadora da entidade. Segundo o líder sindical, a profissional atuava apenas como apoio interno e não era responsável pela validação oficial das contas.
Hoje a gente tem uma contabilidade externa que legitima nossa prestação de contas. Ela pegou documentos sem assinatura e apresentou como quis para gerar desinformações e suspeitas sobre mim”, disparou
Maurício afirmou ainda ter ingressado com medidas judiciais contra a ex-contadora por entender que houve prática de calúnia.
Ao encerrar o posicionamento, Maurício voltou a negar irregularidades e atribuiu as denúncias ao contexto de disputa interna no sindicato: “Hoje eu vivo esse drama, vivo esse caos. Mas preciso me pronunciar porque não devo absolutamente nada.”
Confira a nota da Siemaco na íntegra:
"O Departamento Jurídico do SIEMACO SALVADOR, já de início, nega todas as supostas acusações imputadas ao Sindicato e a integrantes de sua Diretoria. Ademais, esclarece que a ação trabalhista ajuizada por sua atual Vice-Presidente, Sra. Maria de Lourdes Borges Teles de Brito só pode ser corretamente analisada quando relacionada ao amplo contexto político, institucional e eleitoral que envolve os fatos narrados na demanda.
Os acontecimentos tiveram início durante o processo eleitoral sindical realizado em dezembro de 2025. Na ocasião, Maria de Lourdes Borges Teles de Brito buscou registrar chapa concorrente à atual gestão após não integrar a chapa liderada pelo Presidente Maurício Borges Leal Roxo. Em 11 de dezembro de 2025, a chapa encabeçada por Maria de Lourdes teve seu registro indeferido pela Comissão Eleitoral, em razão da constatação de diversas irregularidades e o descumprimento de vários requisitos estatutários.
Foi a partir desse episódio que a Vice-Presidente Maria de Lourdes Borges Teles de Brito iniciou uma sucessão de falsas acusações e denúncias, além de entrar com medidas judiciais destinadas tão somente a alimentar seus interesses de natureza político-eleitoral. Poucas horas após tomar ciência do indeferimento de sua chapa, a Vice-Presidente passou a divulgar, por meio de redes sociais, falsas acusações de assédio moral, institucional e sexual dirigidas ao Presidente da entidade, circunstância que gerou ampla repercussão interna e externa Avenida Antônio Carlos Magalhães, nº 3591, Edifício WN Empresarial, sala 901, Parque Bela vista, Salvador/Bahia, CEP 40280-000, e-mails: juridico@siemacosalvador.com.br e administrativo@siemacosalvador.com.br, telefone: (71) 3901-1694 Sindicato dos Terceirizados, dos Trabalhadores de Limpeza Urbana e dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação no Município de Salvador - CNPJ 33.568.809/0001-73 e atingiu diretamente a imagem do sindicato, de sua diretoria e de seus representantes.
Em razão da gravidade das acusações e dos impactos causados à honra e à reputação dos envolvidos, foram adotadas medidas judiciais visando à proteção dos direitos dos atingidos, dentre elas a Ação Indenizatória nº 0234634-49.2025.8.05.0001 e a Queixa-Crime nº 8240928-78.2025.8.05.0001, ambas propostas em face de Maria de Lourdes Borges Teles de Brito. Desta forma, a Vice-Presidente passou a partir daí a responder na Justiça pelos malfeitos e falsas acusações. Na sequência, em 15 de dezembro de 2025, Maria de Lourdes apresentou as mesmas denúncias insidiosas ao Ministério Público do Trabalho, relatando supostos episódios de assédio moral, institucional e sexual. Todavia, os depoimentos das testemunhas por ela indicadas não confirmaram as acusações formuladas.
Já em 16 de dezembro de 2025, Maria de Lourdes registrou Boletim de Ocorrência unilateral narrando fatos que alegadamente teriam ocorrido em fevereiro de 2022 – que supostamente, pasmem, teriam ocorrido três anos antes. Também em 16 de dezembro de 2025, Maria de Lourdes ajuizou ação contra a Comissão Eleitoral o processo nº 0001168-13.2025.5.05.0029, buscando impedir o prosseguimento do processo eleitoral.
Contudo, após a apresentação de robusta defesa, a Vice-Presidente desistiu da ação mencionada. Ainda no mesmo contexto, foram ajuizadas pelo Presidente da entidade outras medidas judiciais relacionadas aos fatos amplamente divulgados, dentre elas a Interpelação Judicial nº 8247309-05.2025.8.05.0001 e a Avenida Antônio Carlos Magalhães, nº 3591, Edifício WN Empresarial, sala 901, Parque Bela vista, Salvador/Bahia, CEP 40280-000, e-mails: juridico@siemacosalvador.com.br e administrativo@siemacosalvador.com.br, telefone: (71) 3901-1694 Sindicato dos Terceirizados, dos Trabalhadores de Limpeza Urbana e dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação no Município de Salvador - CNPJ 33.568.809/0001-73 Queixa-Crime nº 8247304-80.2025.8.05.0001, em razão de comentários e manifestações ofensivas realizados por terceiros nas publicações divulgadas pela Vice Presidente nas redes sociais.
A cronologia dos acontecimentos demonstra que o conflito atualmente submetido ao Poder Judiciário possui origem em uma disputa político-institucional surgida no âmbito do processo eleitoral sindical e posteriormente ampliada pormeio dessas falsas acusações para diferentes esferas administrativas e judiciais. As sucessivas acusações formuladas após o indeferimento da chapa eleitoral possuem estreita relação com a disputa interna pelo comando do sindicato e com as divergências políticas surgidas naquele contexto, onde tais fatos vêm sendo utilizados para promover desgaste à imagem institucional da entidade e de seu Presidente.
Quanto às alegações relacionadas a suposto desvio de recursos, o SIEMACO SALVADOR esclarece que todas as prestações de contas foram regularmente apresentadas, discutidas e aprovadas em assembleias, constando de sua aprovação, inclusive, a assinatura da própria Maria de Lourdes Borges Teles de Brito nas atas correspondentes. A entidade informa, ainda, que toda a documentação comprobatória das prestações de contas, incluindo atas, demonstrativos financeiros, relatórios e documentos de suporte, já foi devidamente apresentada nos processos competentes.
Dessa forma, o sindicato reafirma que inexiste qualquer irregularidade na gestão financeira da entidade, estando todas as movimentações e prestações de contas devidamente documentadas, aprovadas pelos órgãos competentes e submetidas ao conhecimento dos associados. Avenida Antônio Carlos Magalhães, nº 3591, Edifício WN Empresarial, sala 901, Parque Bela vista, Salvador/Bahia, CEP 40280-000, e-mails: juridico@siemacosalvador.com.br e administrativo@siemacosalvador.com.br, telefone: (71) 3901-1694 Sindicato dos Terceirizados, dos Trabalhadores de Limpeza Urbana e dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação no Município de Salvador - CNPJ 33.568.809/0001-73 O SIEMACO SALVADOR reafirma que respeita o direito de qualquer dirigente ou associado de recorrer aos órgãos competentes para apresentar denúncias ou reivindicações.
Entretanto, também considera legítimo esclarecer à sociedade que as acusações, além de falsas, surgiram em um contexto específico de disputa eleitoral e vêm sendo objeto de apuração e discussão perante diversas autoridades e órgãos judiciais. A entidade reafirma seu compromisso com a transparência, com o respeito às instituições, com o devido processo legal e com a apuração dos fatos pelos órgãos competentes, mantendo plena confiança no Poder Judiciário para o adequado esclarecimento de todas as questões submetidas à sua apreciação. Ademais, espera dos meios de comunicação que estes sirvam sempre ao esclarecimento da verdade dos fatos, resguardando ademais o direito de defesa, a presunção da inocência e o respeito aos devidos processos legais e decisões judiciais."
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