Salvador

Professora da UFBA é vítima de ofensas misóginas durante reunião; saiba detalhes

Professora da UFBA é vítima de ataque misóginos e CCST evidência violência de gênero  |  Foto: Ilustrativa / FreePik

Publicado em 06/10/2025, às 22h19 - Atualizado às 22h56   Foto: Ilustrativa / FreePik   Natane Ramos

Nesta segunda-feira (6), ocorreu uma reunião sobre as regras eleitorais do pleito de Direito, e uma professora da Faculdade de Direito da UFBA foi atacada com comentários misóginos que levaram ao processo administrativo disciplinar do acusado de chamar a professora de "vad*a".

Monica Aguiar, Vice-diretora da FDUFBA e candidata à Diretoria da Faculdade de Direito da UFBA, relatou o ocorrido por meio das redes sociais, destacando sua solidariedade com a professora que foi ofendida. "Minha solidariedade à professora Juliana Damasceno que foi agredida publicamente com palavras misóginas na reunião de hoje. Não aceitaremos desrespeito", relatou.

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A Clínica de Combate à Superexploração do Trabalho (CCST) emitiu uma nota de repúdio contra o caso de violência de gênero. "Nós da CCST repudiamos terminantemente as ofensas cometidas contra uma professora da Faculdade de Direito da UFBA durante a última reunião da Congregação ocorrida no dia 6 de outubro de 2025. Este episódio é a expressão de uma cultura que normaliza e incentiva a desautorização e desrespeito perpetrado contra mulheres em espaços institucionais. As divergências sempre fazem parte do espaço público democrático, porém, elas devem ser limitadas a condutas éticas, lícitas e em acordo com uma convivência diplomática e respeitosa", relataram.

"Expressamos, então, nosso apoio e sentimentos à professora. Infelizmente, mulheres professoras ainda encontram caminhos árduos e violentos para o exercício das suas funções, sendo vítimas constantes de violência física e simbólica. Ressalta-se aqui o compromisso da CCST com o combate a toda forma de preconceito que continua a tornar o espaço público violento e até inacessível para as mulheres, fenômeno cuja base se encontra no histórico processo de centralização masculina em espaços de poder", informaram.

A CCST cobra um posicionamento da Faculdade de Direito da UFBA. "É nosso papel diário como estudantes e intérpretes do Direito prezarmos pelos compromissos constitucionais e construirmos um local democrático, respeitoso e acolhedor a todas as pessoas", reforçaram.

Foto: Reprodução / redes sociais

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