Salvador
Publicado em 16/05/2025, às 07h00 Valter Pontes/ Secom PMS Natane Ramos
Salvador, a primeira capital do Brasil, conhecida pela beleza da sua passagem e cultural, tem uma história complicada no seu desenvolvimento urbano com uma falha geológica notável, e foi construída em uma gigantesca estrutura tectônica.
Tal desvio pode ser percebida na criação da Cidade Alta e Baixa, além de influenciar em outros fatores. De acordo com um estudo da UFB, há um sistema de falha de borada predominante na região Nordeste-Sudoeste com um deslocamento vertical que ultrapassa os 6.000 metros, e com uma origem remota ao Cretáceo Inferior, há cerca de 145 milhões de anos, que une a fragmentação do supercontinente Gondwana e a abertura do Oceano Atlântico Sul.
Esse fator foi responsável para definir Salvador como capital brasileira, pela elevação que apresentava seus benefícios para a época, separando a Cidade Alta, com a sua elite, da Cidade Baixa, com as principais atividades comerciais. Uma divisão que percebe-se até os dias atuais e que ultrapassa o espaço urbano, seguindo para reforçar a estratificação social.
Para conectar esses dois espaços, que comunicam tanto sobre classes sociais, foi que surgiram guindastes, como o Guindaste dos Padres, e o Elevador Lacerda, que trazia essa mobilidade para Salvador. Logo nos fatores de risco geológico, essa falha se expressa por sua topografia que pode gerar inundações e deslizamento.
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