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Salvador

Yacht Clube leva suposto caso de agressão a funcionária que declarou voto a Lula à polícia

Na ocasião, o Yacht Clube da Bahia afirmou que a informação não procedia e disse ter realizado uma apuração interna  |  Reprodução | Redes Sociais

Publicado em 22/10/2026, às 18h55   Reprodução | Redes Sociais   Redação Bnews

O Yacht Clube da Bahia informou, na noite desta quinta-feira (22), que encaminhou formalmente o suposto caso de agressão a uma funcionária à Polícia Civil da Bahia, solicitando a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.

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"A iniciativa reafirma o compromisso da instituição com a transparência, a justiça e o esclarecimento dos acontecimentos, por meio de uma investigação independente, conduzida com os instrumentos legais necessários. Para contribuir com a apuração, o Clube entregou às autoridades os documentos, registros internos e imagens do sistema de monitoramento relacionados ao episódio, colocando-se à disposição para colaborar integralmente com as diligências necessárias", afirmou.

Na quarta, circulou um áudio em que um sócio afirmou que uma funcionária do clube teria sido agredida com um tapa no rosto após declarar que votaria no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, no segundo turno das eleições presidenciais.

Na ocasião, o Yacht Clube da Bahia afirmou que a informação não procedia e disse ter realizado uma apuração interna, mesmo sem identificação formal de uma ocorrência.

"Caso a apuração identifique e comprove responsabilidades, os envolvidos deverão responder na forma da lei. Na hipótese de participação de associado, o Yacht Clube da Bahia adotará as medidas disciplinares cabíveis, conforme previsto em seu Estatuto Social e no Regulamento do Processo Disciplinar.

Sócio volta atrás e se retrata

Nesta quinta, o sócio que gravou o áudio que circulou nas redes sociais com a denúncia voltou atrás e se retratou em uma carta enviada ao conselho do clube. Nela, o responsável afirma que contou o que ouviu de relatos. "Afirmei que minha mãe havia presenciado a agressão, quando, na verdade, ela ouviu o relato. Também usei palavras duras, pedindo que o caso fosse investigado e o autor responsabilizado".

"Reconheço dois erros. Primeiro, procurei uma pessoa da imprensa antes de procurar o clube, quando o Conselho e a Diretoria eram o caminho certo para proceder a apuração dos graves fatos que tive conhecimento. Segundo, apresentei como fato testemunhado algo que era um relato. Peço sinceras desculpas por ambos."

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