Hoje é o Dia Mundial da Saúde. Mas, a data será marcada com a paralisação nacional dos médicos. De acordo com a categoria, o protesto é para forçar os donos dos planos de saúde a sentar para negociar. "Todo ano o valor do plano é reajustado para os clientes, mas não é feito o repasse aos trabalhadores", diz a médica Fabíola Mansur.
O atendimento na parte de saúde suplementar está suspensos e voltam ao normal nesta sexta-feira (8), de acordo com a Comissão Estadual de Honorários Médicos. Ou seja, não serão realizadas consultas, somente atendimento de emergência. Para os trabalhadores, é preciso dar um ponto final na situação. “Estamos dizendo chega a esta situação. Precisamos dar um basta nisso, por isso queremos sensibilizar os planos".
Além de reajuste no valor repassado para a categoria, relativos aos atendimentos, os médicos querem a regularização dos contratos, de acordo com as normas trabalhistas, mais autonomia e liberação de mais procedimentos. Enquanto os donos das empresas somam lucros bilionários, a população sofre com as más condições de atendimento oferecidas.
De acordo com Fabíola, serão dados dois meses de prazo para que as questões rejam resolvidas. Caso contráriom, a categoria vai parar novamente em junho.
A partir das 16h, uma Assembléia Geral dos Médicos sobre Planos de Saúde ocorrerá na sede da ABM, em Ondina. "Os membros da Comissão Estadual estarão de plantão o dia inteiro no local, para receber os colegas que participam da paralisação e reforçar nossa luta", explica Dra. Débora, conselheira do Cremeb.
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