Saúde
Publicado em 17/12/2019, às 13h06 Divulgação Redação BNews
No Brasil, a alternativa para muitas mulheres que sonham em ser mães tem sido as modernas técnicas de reprodução assistida. Segundo estudo recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o número de procedimentos utilizando a técnica foi superior a 43 mil em todo o país, em 2018; um índice 18,7% maior do que o de 2017.
No entanto, o aumento na realização de Fertilizações In Vitro e outras técnicas de reprodução humana, fez crescer também o número de gestações múltiplas, ou seja, de gêmeos. E uma gravidez múltipla traz riscos associados. Entre eles, partos prematuros e bebês com baixo peso ao nascer. Justamente pensando em reduzir esses problemas, existe uma tendência de diminuir o número de embriões transferidos para o útero da mulher nos tratamentos de reprodução.
Técnicas que permitem observar a evolução embrionária trouxeram progressos na seleção e escolha do melhor embrião. E assim contribuíram para fortalecer a tendência de transferência única em processos de inseminação artificial. O diagnóstico genético pré-implantacional também ajuda na escolha de um único embrião, pois dessa forma, podem-se descartar aqueles com anormalidades cromossômicas. “Tudo para que se entenda que a gestação múltipla não é uma meta a ser alcançada, mas uma complicação a ser evitada”, complementa a Coordenadora do Lab FIV da IVI Salvador, Daniele Freitas.
Além de tudo isso, o SET trouxe à tona um fato importante a ser assimilado. Normalmente os casais com dificuldades para engravidar pedem aos médicos para transferir mais de um embrião, imaginando que isso aumenta as chances de engravidar. Mas “os resultados publicados em diferentes estudos indicam que não há diferenças na taxa de gestação acumulada comum de um único embrião versus a taxa de gestação clínica quando dois são transferidos”, completa Daniele Freitas.