Saúde

Anvisa aprova remédio inovador contra câncer de mama para grupo específico de pacientes

Medicamento é indicado para pacientes que ainda não apresentaram progressão radiológica  |  Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 23/09/2026, às 12h06 - Atualizado às 12h59   Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil   Gustavo Leal

A Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (21), o registro do medicamento Etcamah, indicado para o tratamento de pacientes adultas com câncer de mama localmente avançado ou metastático.

A indicação é destinada a tumores positivos para receptor de estrogênio e negativos para HER2. A paciente também precisa ter apresentado a mutação durante pelo menos seis meses de tratamento de primeira linha com terapia endócrina associada a um inibidor de CDK4/6. A autorização também contempla casos sem sinais clínicos ou radiológicos de progressão da doença.

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De uso oral, o Etcamah é uma alternativa terapêutica direcionada especialmente a pacientes que ainda não apresentaram progressão radiológica, mas já tiveram a presença da mutação no gene ESR1 identificada.

O medicamento, desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca, já havia sido aprovado nos Estados Unidos e na Europa e também é utilizado em outros países. No Brasil, a aprovação amplia as opções terapêuticas disponíveis para um grupo específico de pacientes.

CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que pode formar um tumor com potencial de invadir outros órgãos. É o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres.

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram estimados 73.610 novos casos da doença para o período de 2023 a 2025, o que representa 30,1% dos casos de câncer em mulheres.

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos apresenta boa resposta ao tratamento, principalmente quando a doença é diagnosticada e tratada em estágio inicial. Não existe uma causa única para o desenvolvimento do câncer de mama. O risco, porém, aumenta com a idade e é maior a partir dos 50 anos.

O Ministério da Saúde recomenda que mulheres, principalmente entre 50 e 69 anos, realizem exames de rastreamento, como a mamografia. O exame clínico das mamas também pode identificar alterações suspeitas.

Classificação Indicativa: Livre


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