Saúde
Publicado em 21/07/2025, às 14h56 Jerônimo Gonzalez/MS Cauan Borges
O Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), em parceria com o World Mosquito Program (WMP), inaugurou neste sábado (19) a Wolbito do Brasil, considerada a maior biofábrica do mundo dedicada à produção do mosquito Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia.
A tecnologia impede que o inseto transmita vírus como os da dengue, zika e chikungunya. Com capacidade de produção de até 100 milhões de ovos de mosquito por semana, a unidade conta com cerca de 70 funcionários.
A operação, por enquanto, atenderá exclusivamente ao Ministério da Saúde, responsável por escolher os municípios que receberão o método, com base em dados de incidência das arboviroses.
O uso da Wolbachia no Brasil começou em 2014, com testes realizados nos bairros de Tubiacanga, no Rio de Janeiro, e Jurujuba, em Niterói.
Desde então, o método foi ampliado para outras cidades: Londrina e Foz do Iguaçu (PR), Joinville (SC), Petrolina (PE), Belo Horizonte (MG) e Campo Grande (MS). Também está em implantação em Presidente Prudente (SP), Uberlândia (MG) e Natal (RN).
A próxima etapa de expansão incluirá Balneário Camboriú e Blumenau, além de novas áreas em Joinville (SC), Valparaíso de Goiás e Luziânia (GO) e Brasília (DF).
De acordo com a Wolbito do Brasil, essas localidades estão na fase de comunicação e mobilização da população. A liberação dos mosquitos deve ocorrer no segundo semestre.
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