Saúde
Publicado em 07/11/2026, às 07h00 Ilustrativa / FreePik Lucas Pacheco
A saúde masculina merece atenção durante todo o ano, sobretudo quanto ao enfrentamento do câncer de próstata, bastante comum e tratável quando diagnosticado precocemente. Mas, no mês de novembro, essa atenção ganha um realce ainda maior. E o caminho entre perceber um problema de saúde, conseguir uma consulta com urologista e realizar os exames necessários de investigação e diagnóstico pode envolver diferentes etapas de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
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E o desafio é complexo e relevante diante dos números da doença no Brasil e no estado baiano. Dados divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em novembro de 2025, apontam que aproximadamente 1,6 mil homens morreram de câncer de próstata na Bahia em 2024. A doença respondeu por 18,7% das mortes masculinas provocadas por todos os tipos de câncer naquele ano.
O câncer é uma doença crônica, que pode ser letal e deve se tornar a principal causa de morte em 2030, superando os problemas cardiovasculares, de acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj). Porém, a busca pela prevenção, a preocupação com o autocuidado e a existência de tratamentos cada vez mais eficazes têm permitido que um maior número de pessoas derrote a doença e volte a ter uma vida sadia e com qualidade.
A idade é o principal fator de risco para o câncer de próstata, sendo mais incidente em homens a partir da sexta década de vida. Também o histórico familiar de câncer de próstata antes dos 60 anos e obesidade para tipos histológicos avançados são elementos considerados. Destaca-se também a exposição a agentes químicos relacionados ao trabalho, sendo responsável por 1% dos casos de câncer de próstata
A patologia possui chance de cura de mais de 90%, caso seja detectada no início, o que reforça a importância da prevenção e do combate ao preconceito e aos mitos, sobretudo em relação ao famoso "exame de toque". Essa taxa de cura varia de acordo com inúmeras variáveis, como o estágio da doença, a idade, a saúde geral do paciente e o tipo de tratamento.
Em um estado com dimensões territoriais como a Bahia, assegurar atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é indispensável para ampliar o acesso aos cuidados, especialmente para quem não tem condições de pagar por consultas e exames particulares e muitas vezes deixa de ter saúde e saúde com qualidade pela falta de rendimentos.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Bahia pode registrar até o final de 2026 cerca de 6.540 novos casos de câncer de próstata, com taxa bruta estimada de 90,43 casos por 100 mil homens. Os números fazem parte das projeções estaduais de incidência e não representam diagnósticos já confirmados ao longo do ano. Na capital, a estimativa é de 1.070 novos casos em 2026, com taxa bruta de 88,66 por 100 mil homens.
A mortalidade também chama atenção. Segundo a SEI, a taxa de mortes por câncer de próstata na Bahia passou de 14,6 por 100 mil homens no ano 2000 para 21,9 em 2024. Embora a série apresente oscilações, a comparação mostra uma elevação considerável do indicador no período.
Embora as estimativas de novos casos e os dados de mortalidade não estejam obrigatoriamente ligados à possível demora na regulação ou falta de exames no Sistema Único de Saúde, esses dados revelam a importância de permitir e garantir acesso oportuno à avaliação médica, à investigação diagnóstica e ao tratamento.
O desafio para o SUS é garantir que essa assistência não se limite às campanhas realizadas em novembro, mas esteja à disposição do cidadão durante todo o ano, o que envolve o fortalecimento da atenção básica, organização de fluxos de encaminhamento, ampliação da oferta de serviços especializados e continuidade do cuidado, da avaliação inicial ao diagnóstico e ao tratamento.
A fila para atendimento urológico não deve ser tratada como única, já que o atendimento ao paciente pode englobar consulta inicial na atenção básica, avaliação especializada, exames laboratoriais ou de imagem e, quando é o caso, procedimentos para confirmar ou descartar a suspeita de câncer.
Um homem pode conseguir realizar o exame de sangue para medição do PSA, por exemplo, em determinado período de tempo, e, posteriormente, necessitar de uma consulta especializada para interpretar o resultado. Ainda, o médico pode identificar sinais que exijam investigação mais rápida, incluindo exames complementares e eventual biópsia.
Geralmente, a porta de entrada para quem procura atendimento pelo SUS é, em geral, a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima da residência e, muitas vezes, a única existente em sua cidade. É nesse primeiro atendimento que o médico analisa sintomas, histórico, idade e outros fatores relevantes para definir a necessidade de exames ou atendimento com um especialista.
Na Bahia, a organização do atendimento especializado envolve as redes municipais e estadual, de acordo com os serviços disponíveis e os fluxos de regulação. O Telessaúde Bahia, vinculado à Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), por exemplo, mantém uma rede de teleconsultoria em urologia para médicos da atenção básica de todos os municípios do estado. O serviço permite esclarecer dúvidas clínicas e apoiar a conduta dos profissionais, mas não realiza marcação direta de consultas presenciais nem substitui a regulação para atendimento especializado.
Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a Atenção Primária à Saúde, sob responsabilidade dos municípios, é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e desempenha papel fundamental no cuidado integral à saúde do homem. O órgão destaca que compete às gestões municipais organizar os serviços de atenção básica, promover ações de prevenção e conscientização, realizar a avaliação inicial dos pacientes, solicitar exames conforme indicação clínica e encaminhar os casos que necessitem de atendimento especializado, de acordo com os fluxos assistenciais estabelecidos.
“No âmbito de suas atribuições, a Sesab atua de forma complementar e em cooperação com os municípios, oferecendo suporte à assistência por meio de unidades estratégicas da rede estadual, como o Hospital do Homem, no Hospital Geral Roberto Santos, contribuindo para o fortalecimento da rede de atenção e a ampliação do acesso aos serviços especializados, conforme a organização e a capacidade assistencial de cada unidade”, aponta a Sesab.
Durante o Novembro Azul, as unidades da rede própria estadual também desenvolvem ações de conscientização sobre a saúde do homem, com orientações sobre prevenção, acompanhamento médico e investigação de alterações na próstata, além de iniciativas para ampliar a oferta de consultas e exames, conforme a programação de cada serviço.
Entre as unidades que realizarão consultas e exames estão o Centro Estadual de Oncologia (Cican), o Hospital Estadual de Oncologia do Alto Sertão, em Caetité, o Hospital Regional Vicentina Goulart, o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, o Hospital Estadual Costa das Baleias, o Hospital Geral Ernesto Simões, o Complexo Hospitalar da Chapada, a Maternidade Frei Justo Venture, o Hospital Especializado Octávio Mangabeira e o Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap).
As atividades educativas e de acolhimento estão sendo realizadas também nos hospitais Manoel Victorino, Mont Serrat, Professor Carvalho Luz, Professor Eládio Lasserre, Juliano Moreira, Ana Nery, Metropolitano, Estadual da Criança, Regional Dantas Bião, Municipal de Jaguaquara, Regional Costa do Cacau, Regional de Juazeiro e Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho, além da UPA Jequié – Eunice Jesus Leal Almeida e da Maternidade Tsylla Balbino.
“As iniciativas incluem orientações sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata, esclarecimentos sobre sinais e sintomas da doença e incentivo ao autocuidado, reforçando a importância da atenção à saúde do homem”, afirma a Secretaria.
Em entrevista ao BNews, Dr. Joabe Carneiro, médico urologista e Coordenador do Serviço de Urologia do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), considerado o maior hospital público do Sistema Único de Saúde (SUS) nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, explica como funciona o atendimento na unidade. Dentro do complexo do HGRS funciona o Hospital do Homem, serviço de referência estadual voltado ao público masculino, focado em urgências e doenças do aparelho urinário, integrado por meio do sistema de regulação e Lista Única.
“A gente aqui é um hospital terciário, né, de alta complexidade. Então, aqui a gente atende os pacientes já encaminhados das prefeituras, dos postos de saúde, a grande maioria deles já vem inclusive encaminhado pelo urologista local, por um médico generalista, mas que percebe a demanda de urológica, porque urologia é uma especialidade cirúrgica. Então, você termina vindo esses pacientes já meio que prontos para serem avaliados e serem confirmados ou não se precisa de uma cirurgia”, destacou.
O médico destacou a quantidade de atendimentos feitos no HGRS de pacientes oriundos de municípios.
“A demanda é do município e o que a gente tem aqui, assim, para você ter uma ideia do tamanho do atendimento do Roberto Santos, é que até o mês de setembro, a gente já bateu mais de 6 mil atendimentos aqui, atendimentos ambulatoriais, de consulta com especialista urologia. Se você colocar os atendimentos junto com procedimentos ambulatoriais, biópsia de próstata, retirada de catéteres, estudos urodinâmicos, que são exames específicos, né, exames para ver fluxo urinário, ultrassom e tudo, a gente já tem mais de 8 mil atendimentos esse ano. Para ser exato, 8.200 atendimentos, então essa é a demanda que a gente dá conta aqui, dos municípios, que chegam através de regulação, de fila única. As consultas são marcadas através desses sistemas”, disse.
Dr. Joabe Carneiro também explicou sobre o tempo médio que um paciente urológico leva pra ter sua demanda atendida pelo SUS.
“A gente tem, assim, por patologias. Para esse paciente que tem um diagnóstico de câncer, esse paciente tem até, por lei, um tempo mínimo para ser atendido aqui. É o que acontece com esses pacientes, quando estão ali presentes na fila única, ou estão ali no CICAN, que é o Centro Estadual de Oncologia, ligado ao Roberto Santos, esses pacientes são encaminhados para o Roberto Santos e imediatamente atendidos, assim, resolvendo a demanda. Em relação a outras patologias, quando esses pacientes são do interior, aí depende muito da agilidade das prefeituras, da agilidade da prefeitura inserir esse paciente no sistema, para poder a gente tomar conhecimento e conseguir marcar essa consulta. Lembrando que o Roberto Santos não é o único local do estado que atende urologia, né, apesar de ser o maior centro que atende urologia”.
Um dos principais pontos do Novembro Azul é esclarecer a diferença entre rastreamento e diagnóstico precoce. O primeiro diz respeito à realização de exames em pessoas sem sinais ou sintomas para tentar identificar uma doença antes da manifestação. Já o diagnóstico ocorre quando há sintomas, alterações clínicas ou outros motivos que levantam suspeita.
É importante destacar que o Ministério da Saúde (MS) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) não recomendam o rastreamento populacional de rotina do câncer de próstata em homens assintomáticos. A orientação considera que os benefícios dos exames sistemáticos não superam, de forma comprovada, os possíveis danos para a população em geral.
“Uma revisão sistemática sobre a prevalência do câncer de próstata em autópsias de homens que morreram por outras causas, demonstrou que, entre os homens com idade de 40 a 50 anos, 37% dos investigados possuíam achados histológicos compatíveis com câncer, e, em homens com idade acima de 79 anos, essa taxa subiu para 60% (BELL et al. 2015). Com o rastreamento, muitos desses cânceres indolentes seriam detectados desnecessariamente, gerando o sobretratamento (INCA, 2021)”, diz um trecho da Nota Técnica nº 9/2023-COSAH/CGACI/DGCI/SAPS/MS, do MS.
O MS orienta que os interessados em realizar exames preventivos devem receber informações sobre benefícios e riscos e decidam em conjunto com um profissional de saúde.
Inclusive, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) destaca que a identificação de alterações na próstata e a indicação de exames devem considerar a avaliação individual e os critérios clínicos, não sendo o PSA e o toque retal exames obrigatórios para todos os homens. A procura inicial deve ocorrer, preferencialmente, na unidade básica de saúde de referência, onde o paciente poderá receber orientações, avaliação e encaminhamento, quando necessário.
Nesse contexto surge o PSA, um exame de sangue que mede a concentração do antígeno prostático específico, que é uma proteína produzida pela próstata. Um resultado alterado pode ocorrer por diferentes razões e, por isso, não confirma, sozinho, a presença de câncer.
Já o toque retal, temido por alguns homens, permite avaliar parte da próstata e identificar alterações que podem exigir investigação. A indicação de cada exame depende do contexto clínico, e nenhum deles deve ser apresentado como obrigatório para todos os homens.
A confirmação do câncer pode exigir medidas complementares, como a realização de biópsia, conforme a avaliação médica e avaliação de resultados de exames anteriores.
O Coordenador do Serviço de Urologia do Hospital Geral Roberto Santos reflete que exames como esses poderiam ser mais absorvidos pela Atenção Básica, o que faria acelerar ainda mais os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde.
“Existem procedimentos, você pode estratificar, existem alguns procedimentos, de hospital-dia, de internação de um dia, por exemplo, de 24 horas, por exemplo, litotripsias, retirada de cálculos de ureter, de litotripsia em rim, que são procedimentos de baixa complexidade, por exemplo, tratamento de algumas patologias, por exemplo, hidroxérgica, aquela água no testículo, postectomia, que é a cirurgia de fimose, vasectomia, que é a cirurgia de esterilização. Então, você estratificando direitinho, é lógico que o município consegue dar conta de muita coisa. Mas, termina, por falta de estrutura, por falta de hospital em alguns municípios, você termina o Estado arcando com boa parte desse público, dessa necessidade de cirurgia urológica”, alegou.
O câncer de próstata pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, mas, quando há manifestações, alguns sinais possíveis são:
A avaliação médica e os exames são sempre indispensáveis porque esses sintomas também podem ser provocados por condições benignas, como o aumento não canceroso da próstata ou inflamações. Por isso, devem ser analisados por um profissional de saúde.
Essa análise levará em consideração ainda a idade avançada e histórico familiar de câncer de próstata, especialmente em parentes próximos. A decisão de investigar ou realizar exames preventivos deve considerar o risco individual.
“A prevenção do câncer de próstata é a mesma prevenção de doenças crônicas, como hipertensão, como diabetes: são hábitos saudáveis de vida. O que o Novembro Azul tenta fazer é uma campanha de detecção precoce, uma campanha de conscientização pra que o homem busque atendimento e até se orientar o que é que deve ser feito. Essa questão de faixa etária, de quem deve procurar, muda muito ao longo do tempo. O que a Sociedade Brasileira de Urologia orienta é que se o homem tiver uma história familiar forte de câncer, aquele homem que o pai ou o avô teve um câncer de próstata na idade jovem, ou que o homem seja de pele negra, ele deve procurar o urologista e se orientar em relação à detecção precoce do câncer a partir dos 45 anos. Quando esse homem não tem nem história familiar, nem a cor de pele negra, ele pode procurar o urologista a partir dos 50 anos de idade, essa é uma idade boa para você procurar o urologista, para você fazer os exames que a gente considera, assim, bem básicos e essenciais”, explica Dr. Joabe.
O urologista destaca que o grande problema em relação ao câncer de próstata e o grande fator confundidor é uma outra patologia frequente no órgão, que é o crescimento benigno dela, chamado de hipertrofia prostática benigna.
“Isso é um fator confundidor em relação ao câncer de próstata, porque, em comum com o câncer, é basicamente só a idade em que ela aparece, a hipertrofia prostática benigna. Depois dos 45, 50 anos, não se sabe porque, em 80% dos homens a próstata aumenta e desse universo dos 80%, alguns desses homens começam a ter dificuldade para urinar, aí fica com aquele estigma, estou com problema de próstata, é um problema na próstata, mas é um crescimento benigno. Então, deve procurar o urologista nessas situações em que ele está com dificuldade para urinar, ou urina várias vezes à noite, tem aquela sensação de que a bexiga não esvaziou completamente, precisa toda hora ir no banheiro porque sempre fica um resíduo na bexiga”.
O câncer geralmente se manifesta quando já está avançado.
“Em relação ao câncer, ele só vai dar sintomas em uma fase mais avançada, aquele tumorzinho que começou na zona periférica da próstata, para ele crescer a ponto de obstruir, de começar a dar dor, começar a dar sangramento, aquela doença já está avançada ali. Por isso a importância de procurar o urologista do ponto de vista de detecção precoce do câncer, independente dos sintomas. Não precisa sentir nada para procurar o urologista. Ele vai tentando fazer a detecção precoce ali e se ele, por exemplo, tiver associado, independente de ter câncer, um crescimento benigno dela, ele vai ser tratado ali também de acordo a cada especificidade, mas não necessariamente o sintoma do câncer vai ser o que vai levar o paciente ao consultório”, detalha o médico.
Dr. Joabe Carneiro chama atenção dos homens de que o primeiro passo para quem depende do SUS é passar no posto de saúde, nas policlínicas presentes na cidade ou nos centros de atenção especializado
“O paciente começa tudo por uma consulta urológica, onde ele vai ser avaliado, examinado e pedido o exame de PSA. O paciente vai chegar aqui, vai ser avaliado, vai ser examinado, feito o toque retal e depois a gente faz o exame do PSA dele, um exame de sangue que ele faz de rotina, é uma consulta simples. Não precisa de um grande equipamento, não precisa de equipamento em nenhum local para fazer o exame. É um consultório simples de urologia”, disse.
Ele aconselha os homens que ainda evitam o consultório médico e que tratam exames de próstata com um certo tabu.
“O PSA é para o bem. A gente costuma dizer que às vezes o paciente fica assustado com o diagnóstico de câncer de próstata. Mas, quando está na fase inicial você consegue pegar ali e você tem que assim, olha, graças a Deus que encontrei isso aqui agora e eu vou dar um jeito de resolver. O conselho é cuidar da saúde, que é um bem essencial do ser humano. O homem deve fazer isso e deve fazer e usar todos os mecanismos disponíveis a ele. Começa com a conscientização de hábitos saudáveis de vida, como comer bem, comer comidas saudáveis, exercício físico na medida do possível e procurar assistência médica. Tenho certeza que urologista tem disponível para ele procurar e fazer uma consulta anual. É uma uma vez no ano que ele vai procurar um especialista e vai fazer o exame dele. Se tiver tudo bem, ele volta no ano que vem, ou se tiver tudo bem, às vezes você tem um paciente com PSA muito baixo, compatível com a idade dele ali, ele pode voltar a cada dois anos. Ou seja, não é nenhum sacrifício ele fazer isso, um exame a cada ano, um exame a cada dois anos. Procurar se informar, se conscientizar”, enfatizou o médico.
Ele também destacou a importância de campanhas como o Novembro Azul.
“A importância, só complementando aí, a importância desses meses temáticos, novembro azul, outubro rosa, é justamente entender, assim, a passagem do tempo das coisas, porque, por exemplo, às vezes você vai no médico, o médico pede um exame, você deixa para fazer depois, depois, depois, depois, depois, quando você vai ver, aquele pedido tem um ano ali na gaveta que você não fez, né, então, esses exames assim, esses, esses meses temáticos são sempre importantes para o paciente se conscientizar, às vezes, esse ano eu não fiz, opa, eu vou fazer esse ano porque ano passado eu não fiz, então, é interessante ter sempre essas campanhas assim, para poder, a população ficar sempre atenta a, a procurar a saúde, né, não a doença, procurar saúde, não doença.
Os dados de mortalidade e as estimativas de novos casos evidenciam que o câncer de próstata ainda representa um desafio importante para a saúde pública do Brasil e da Bahia. Para transformar a campanha em ação com resultados, não basta orientar os homens a procurar atendimento, mas sim possuir uma rede que consiga absorver a demanda, desde a investigação de uma suspeita e quais caminhos estão disponíveis para quem aguarda.
Sem números atualizados e comparáveis, não é possível apresentar um prazo estadual confiável nem apontar quais municípios têm a pior situação. A divulgação desses indicadores pela Sesab e pelas secretarias municipais é essencial para que pacientes, profissionais e gestores compreendam a dimensão do problema e identifiquem onde o atendimento precisa avançar.
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Novembro Azul reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata