Saúde
Publicado em 21/01/2026, às 13h36 - Atualizado às 14h28 Ilustrativa | Freepik Gabriel Santana
As injeções de tirzepatida, conhecidas com “canetas emagrecedoras do Paraguai”, foram proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira (21).
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A proibição ocorre após vários casos de complicações, como a da mulher chamada Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos de idade, que se encontra internada por apresentar complicações de saúde ao utilizar uma caneta vinda do país sul-americano. De acordo com o Globo, a Anvisa relatou que os produtos não possuem testes clínicos completos nem aprovados por nenhum local no mundo.
Além disso, as vendas de retatrutida foram suspensas no Brasil, pois também são comercializadas sem nenhum tipo de registro da agência reguladora.
A medida, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (21), ressalta que as canetas tiveram a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso proibidos no Brasil. Os itens não tiveram qualidade, eficácia e segurança de uso avaliadas pela Anvisa e podem oferecer riscos graves à saúde.
No Brasil, a única formulação de tirzepatida aprovada para venda e uso pela Anvisa é o Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilli, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A retatrutida se encontra em fases de estudo e não foi aprovada ainda.
As medidas foram motivadas pelo aumento das evidências de propaganda e comercialização irregulares, inclusive na internet, o que é proibido para medicamentos no Brasil. Dessa forma, as medidas foram editadas com o propósito de coibir o desvio de uso desses produtos, a fim de proteger a saúde da população”, disse a Anvisa.
A agência ainda revelou que os produtos não podem ser trazidos de fora para o Brasil.
O uso de medicamentos não aprovados no Brasil dificulta a rastreabilidade em caso de eventos adversos à saúde e impossibilita a adoção de medidas regulatórias em relação aos produtos, caso necessário”.
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