Saúde
Publicado em 25/08/2025, às 09h40 - Atualizado às 12h34 Divulgação Bruna Rocha
As canetas de tratamento para diabetes, que ganharam popularidade por seu efeito emagrecedor, não serão incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Na última sexta-feira (22), a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou que a liraglutida e a semaglutida, princípios ativos utilizados nesses medicamentos, não sejam disponibilizadas gratuitamente pela rede pública.
Para a decisão, o Ministério da Saúde considerou critérios de eficácia, segurança e, principalmente, o alto custo dos produtos. Segundo o órgão, o impacto financeiro da oferta desses medicamentos no SUS chegaria a R$ 8 bilhões por ano, valor considerado inviável. Apesar disso, a pasta destacou avanços em acordos de transferência de tecnologia.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a farmacêutica EMS, desenvolve projetos para a produção nacional da liraglutida e da semaglutida, que incluem desde a síntese do ingrediente farmacêutico ativo até a formulação final do medicamento.
O Ministério também ressaltou a importância estratégica da ampliação da oferta de remédios genéricos. Segundo a pasta, essa medida estimula a concorrência, contribui para a redução de preços, amplia o acesso da população a tratamentos de qualidade e fortalece as condições para a incorporação de novas tecnologias ao SUS.
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