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Saúde

Canetas emagrecedoras no SUS: Governo prevê gastar R$ 1,5 bilhão por ano e tenta até 90% de desconto

Medida do Ministério da Saúde pode exigir R$ 1,5 bilhão por ano para ampliar acesso a medicamentos contra obesidade.  |  Divulgação

Publicado em 29/09/2026, às 06h36 - Atualizado às 09h12   Divulgação   Samuel de Jesus

As canetas emagrecedoras podem ser incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) com uma redução de até 90% nos preços de aquisição. O Ministério da Saúde estima que a medida poderia custar aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano para ampliar o acesso gratuito aos medicamentos utilizados no tratamento da obesidade.

O Ministério da Saúde protocolou na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) um pedido para avaliar a inclusão de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida na rede pública. A análise deverá definir, prioritariamente, os critérios clínicos para que os pacientes tenham acesso ao tratamento.

De acordo com a pasta, os preços dos medicamentos utilizados no combate à obesidade já caíram cerca de 70% nas farmácias em menos de um ano. A redução é atribuída à chegada de novos fabricantes e ao aumento da concorrência. Em 2026, 16 novos produtos foram registrados no país, incluindo medicamentos genéricos e similares. Pelo menos quatro deles são produzidos exclusivamente no Brasil.

“Quando a gente fala em incorporar ao SUS, não estamos falando de incorporar um milagre estético. Estamos falando de incorporar uma medicação que, combinada com outras ações de alimentação e atividade física, certamente poderá ter um impacto muito positivo, inclusive nos custos do sistema de saúde. Vai reduzir o volume de cirurgias bariátricas, de internações por doenças cardiovasculares e de internações por recidiva de câncer, por exemplo”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A incorporação ainda depende da avaliação da Conitec. Portanto, os medicamentos ainda não estão disponíveis de forma ampla no SUS. O Ministério da Saúde informou que a estratégia também considera recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 no tratamento da obesidade.

O número de usuários de canetas emagrecedoras no Brasil passou de 400 mil para mais de 750 mil por mês. Segundo o governo, o aumento da oferta e da produção nacional contribuiu para a redução dos preços e pode favorecer a realização de compras em maior escala pelo SUS.

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