Saúde
Publicado em 16/10/2025, às 10h11 Divulgação / Freepik Vagner Ferreira
O paulista Geraldo Vaz Junior, de 58 anos, foi diagnosticado com metástase após transplante de fígado com câncer em São Paulo. O transplante do órgão aconteceu em março de 2023 e o paciente descobriu um tumor maligno meses depois, conforme aponta o portal Metrópoles. A família está em busca por explicação e investigações sobre o procedimento
“Não cabe, nesse caso, um silêncio institucional. Por favor, não cabe. Não cabe porque isso dá margem para que o erro continue acontecendo. O silêncio produz isso. Uma margem para que o erro continue acontecendo”, disse Márcia Helena Vaz, esposa de Junior, segundo a reportagem.
Vale ressaltar que o Sistema Nacional de Transplante (SNT), do Ministério da Saúde, que fica responsável por regulamentar e fiscalizar a doação e o transplante de órgãos, tecidos, células e parte do corpo humano.
Entenda
Junior foi diagnosticado com cirrose hepática por vírus C, mais conhecida como hepatite C, em 2012, quando entrou para a fila nacional de transplantes. O transplante aconteceu no dia 8 de julho de 2023, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, atendido via Sistema Único de Saúde (SUS). Novos sintomas apareceram sete meses depois.
Uma ressonância magnética a qual foi submetido apontou seis nódulos no novo fígado. Um exame de DNA, realizado em março de 2024, indicou que “as células da neoplasia não têm o mesmo genótipo das células do sangue periférico do paciente”, reafirmando que o tumor foi consequência do órgão transplantado.
Após os resultados, o paciente passou por um retransplante de fígado em maio de 2024. No entanto, em agosto do mesmo ano, foi detectada metástase no pulmão do paciente.
O Ministério da Saúde afirmou que não houve indícios de problemas de saúde nos exames realizados no doador. Ainda, informou que está monitorando o caso junto à Central Estadual de Transplantes e ao hospital responsável pelo atendimento. “Até o momento, os exames não são conclusivos sobre a relação causal, que exige análise minuciosa. Todas as informações estão sendo compartilhadas com a vigilância local”, comunicou, segundo a reportagem.
Já a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP) afirmou que segue protocolos rigorosos e critérios técnicos do Ministério da Saúde. “Os órgãos e tecidos doados devem ser submetidos a exames clínicos e laboratoriais rigorosos, minimizando os riscos de transmissão de doenças entre doador e receptor”, notificou a pasta, conforme o Metrópoles.
“Nessa etapa, são aplicados testes obrigatórios para detecção de infecções e doenças, além de inspeção médica detalhada do órgão antes da utilização”, continuou.
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