Saúde
Publicado em 03/10/2025, às 11h20 Tânia Rêgo/Agência Brasi Bruna Rocha
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou nesta quinta-feira (2) que a adulteração por metanol, investigada nas últimas semanas em todo o país, é mais difícil de ocorrer em cervejas. A declaração foi feita após a identificação de diversos casos de intoxicação de pacientes que consumiram bebidas destiladas contaminadas com a substância.
“Estamos diante de um crime envolvendo produtos destilados, incolores, em que se utilizam técnicas de adulteração que não se aplicam no caso da cerveja, que possui tampa, gás e é muito mais difícil de adulterar”, afirmou, durante entrevista coletiva.
Apesar do alerta, não há registros de contaminação em cervejas no Brasil. Até o momento, os casos de intoxicação confirmados envolvem bebidas destiladas, como gin, whisky e vodka.
O ministro reforçou a orientação para que a população evite consumir esse tipo de bebida. “Não estamos falando de um produto essencial para a vida das pessoas”, disse Padilha. Até agora, foram notificadas 59 suspeitas de intoxicação por metanol, sendo 11 já confirmadas.
Intoxicação por bebidas adulteradas faz Ministério da Saúde buscar medicamento que não existe no Brasil
Ministro da Saúde diz que Brasil tem 48 casos de intoxicação por metanol em investigação