Saúde
Publicado em 24/10/2026, às 14h52 Reprodução Cibele Gentil
A Vigilância Sanitária de São Paulo informou, na tarde desta sexta-feira (23), que realizou uma inspeção no Hospital e Maternidade Salvalus, na zona leste de São Paulo. A fiscalização aconteceu para “avaliar as circunstâncias” das dezenas de mortes de bebês. Ao longo do último ano, 36 crianças perderam a vida na unidade.
De acordo com o site Metrópoles, o órgão informou, através de comunicado, que a inspeção envolveu os Centros de Vigilância Sanitária (CVS) e de Vigilância Epidemiológica (CVE) estaduais, além da Vigilância Epidemiológica Municipal. A nota também afirma que estão sendo avaliados 35 óbitos, embora as informações divulgadas na imprensa indiquem pelo menos 36 mortes.
Em um trecho, o comunicado descreve que “as equipes avaliaram as condições de funcionamento das unidades neonatal e pediátrica, os protocolos de higienização e prevenção de infecções e o monitoramento dos indicadores assistenciais”. A Vigilância Sanitária acrescentou, ainda, que toda a documentação coletada está em “análise prioritária” para que sejam tomadas as medidas administrativas cabíveis.
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para apurar uma série de mortes de bebês ocorrida ao longo do último ano no Hospital Salvalus, que integra a rede HapVida. As crianças teriam contraído infecções no ambiente hospitalar e morrido em decorrência de sepse ou choque séptico, além de outras complicações.
Uma advogada, que representa os pais das vítimas, disse estar em contato, ao todo, com 36 mães que perderam os filhos nos últimos meses no hospital. No entanto, o número de mortes pode ser significativamente maior.
A advogada Eduarda Fragnan Gomes explicou que o Salvalus é o hospital referência na rede HapVida. Desta forma, todos os casos seriam direcionados para lá e que seria difícil ter “noção da profundidade da quantidade de óbitos”.
Sobre o caso, o Savalus se posicionou por meio de nota. O hospital declarou que os pacientes mencionados tinham “condições clínicas distintas” e de “elevada gravidade”. O Savalus também informou que todos eles teriam recebido “assistência contínua e multidisciplinar, com suporte de uma estrutura hospitalar de alta complexidade e atuação integrada de profissionais de diversas especialidades”.
O comunicado ressaltou que “as condutas terapêuticas foram individualizadas, considerando as necessidades de cada paciente e a evolução de seus quadros clínicos”. O hospital também informou que se coloca à disposição para prestar os esclarecimentos necessários, “com respeito à privacidade e ao sigilo médico”.
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