Saúde
Publicado em 01/04/2025, às 16h52 Divulgação Redação Bnews
Em reunião realizada nesta terça-feira (1º), na sede da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), a secretária Roberta Santana apresentou, para a comissão de saúde da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o Pacto Bahia pela Saúde, estratégia que busca dar maior qualidade a assistência no estado e ampliar a eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS), com investimento de R$ 2,2 bilhões.
A iniciativa representa um chamado à corresponsabilidade entre os entes públicos, como forma de propor uma transformação aprofundada na saúde pública baiana, ao combinar investimentos sólidos, cooperação federativa e uma agenda de resultados focada na equidade territorial e na melhoria dos indicadores.
A secretária destacou a importância do envolvimento institucional para a efetividade das metas. “O pacto cria condições para que o Estado e os municípios avancem juntos. Nossa proposta é reorganizar a rede com base em dados, pactuar compromissos e ampliar a capacidade de resposta do SUS com foco em quem mais precisa”, afirmou Roberta Santana.
Entre as frentes estratégicas está em andamento o Programa Mais Atenção Primária, que estipula a construção de 284 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS), implantação de Telessaúde e novo modelo de cofinanciamento estadual baseado em metas de qualidade. O objetivo é ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), hoje em 85,9%, e fortalecer a porta de entrada do sistema, aliviando a pressão sobre hospitais de média e alta complexidade.
Na atenção especializada, vem sendo investidos R$ 130,2 milhões para ampliar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com a construção de 27 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e 4 Unidades de Acolhimento. Já na assistência às pessoas com deficiência, serão implantados 17 novos Centros Especializados em Reabilitação (CER), com prioridade para as 17 regiões de saúde atualmente desassistidas.
Um dos maiores desafios do SUS também está sendo observado pelo pacto, que é a mortalidade materna e infantil. Novas maternidades, centros de parto normal e ambulatórios de alto risco nas policlínicas regionais estão previstos por meio do programa Mãe Bahia. A expectativa é ampliar o acesso a um parto seguro e garantir acolhimento digno e humanizado a gestantes em situação de vulnerabilidade.
Outra estratégia é o fortalecimento da Assistência Farmacêutica, com aumento do cofinanciamento estadual e reforço na distribuição de medicamentos essenciais, como insulinas e anti-hipertensivos, beneficiando diretamente os 417 municípios baianos. O investimento total ultrapassa R$ 43 milhões.
Especialista alerta que a prática de exercícios incorretos podem causar lesões no ombro; saiba como prevenir
Justiça suspende resolução que permite farmacêuticos a prescreverem remédios; entenda