Saúde

BNews Novembro Azul: Cirurgia robótica, terapias alvo e diagnóstico precoce revolucionam o câncer de próstata

Com diagnóstico precoce, as chances de cura do câncer de próstata chegam a quase 100%, transformando a vida dos pacientes  |  Freepik

Publicado em 15/11/2025, às 06h00   Freepik   Analu Teixeira

O câncer de próstata, uma das doenças mais comuns entre os homens brasileiros, deixou de ser sinônimo de diagnóstico temido e passou a representar um campo de grandes avanços científicos e tecnológicos. Graças à evolução dos exames, cirurgias e medicamentos, as chances de cura nunca foram tão altas, especialmente quando o tumor é descoberto precocemente. 

Quem explica é o oncologista clínico Dr. Fernando Nunes, que acompanha de perto essa transformação e destaca que os últimos anos marcaram uma verdadeira virada no enfrentamento da doença. 

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“O câncer de próstata tem evoluído muito nos últimos anos. Hoje temos meios diagnósticos muito mais precisos, capazes de detectar lesões pequenas e em fases iniciais”, afirma o especialista. “O PET-CT com PSMA, por exemplo, é uma ferramenta revolucionária, que permite localizar pequenas áreas da doença e direcionar o tratamento com muito mais exatidão.”

Segundo o oncologista, essa tecnologia tem permitido tratamentos mais direcionados e menos invasivos, que atacam o tumor sem afetar tanto os tecidos saudáveis. 

Tratamentos mais modernos e personalizados

Além da detecção precoce, o tratamento do câncer de próstata também passou por uma revolução. De acordo com o Dr. Fernando Nunes, a medicina tem avançado em várias frentes: terapias hormonais aprimoradas, uso de radioligantes, drogas-alvo e tratamentos genéticos personalizados. 

“Hoje conseguimos identificar mutações específicas e aplicar medicamentos direcionados para cada tipo de paciente”, explica. “Temos também o lutécio-PSMA, uma terapia com moléculas radioativas que se ligam diretamente às células cancerígenas, levando o tratamento apenas onde há tumor. É um avanço enorme, porque reduz os danos e aumenta a eficácia.”

Essas inovações, segundo ele, estão transformando o câncer de próstata em uma doença cada vez mais controlável, com resultados antes inimagináveis. 

Cirurgia robótica e o impacto da tecnologia

Outro salto importante veio com a cirurgia robótica, que permite uma intervenção menos invasiva e com recuperação muito mais rápida. 

A técnica reduz cortes, sangramentos e o tempo de internação, além de preservar estruturas importantes para a qualidade de vida do paciente. 

“A cirurgia robótica abriu uma nova página no tratamento do câncer de próstata”, explica o oncologista. “O paciente tem uma alta mais precoce, volta ao trabalho e às atividades diárias mais rapidamente. E, o mais importante, há uma preservação maior dos tecidos saudáveis, o que reduz complicações.”

A tecnologia também tem aproximado médicos e pacientes, mesmo a quilômetros de distância. 

“Hoje já existem cirurgias feitas à distância, com médicos em outros estados ou até países operando pacientes via conexão remota. Isso mostra como a tecnologia tem melhorado o diagnóstico, o tratamento e, consequentemente, o prognóstico desses homens.”

Chances de cura crescem, e qualidade de vida melhora

Quando o câncer é diagnosticado precocemente, as chances de cura chegam a quase 100%, destaca o Dr. Fernando Nunes. Mesmo nos casos mais avançados, o cenário é cada vez mais promissor. 

“Pacientes que antes tinham sobrevida curta hoje vivem 10, 15 anos e com boa qualidade de vida. A medicina conseguiu transformar uma doença antes fatal em algo tratável, com controle duradouro.”

Além disso, os efeitos colaterais, como impotência e incontinência urinária, também têm sido reduzidos com as novas abordagens. “As cirurgias minimamente invasivas diminuem o dano aos tecidos e reduzem esses efeitos. Medicamentos como a tadalafila e a fisioterapia urogenital também ajudam muito na recuperação sexual e urinária dos pacientes.” 

O futuro: medicina de precisão e personalização total

Apesar dos avanços, o especialista acredita que o grande passo do futuro será a medicina de precisão, aquela que entende o câncer como uma doença individual e adapta o tratamento a cada paciente. 

“O câncer não é uma doença só, são várias doenças que se comportam de forma diferente em cada pessoa”, explica.

“O futuro está em personalizar o tratamento, entender o perfil genético e metabólico de cada paciente para oferecer a terapia ideal. Assim, teremos controle da doença a longo prazo, mantendo não só a vida, mas também a qualidade de vida.” 

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Com tantos avanços, o Novembro Azul ganha um novo significado: mais do que alertar para a prevenção, a campanha também celebra o progresso da medicina e a esperança real de cura. E o recado do Dr. Fernando Nunes é claro: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de vencer o câncer de próstata, com saúde, dignidade e qualidade de vida. 

Classificação Indicativa: Livre


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