Saúde
Publicado em 19/05/2025, às 10h26 Reprodução / Freepik Leonardo Oliveira
Você realmente sabe o que está levando para casa quando escolhe um produto “zero”? A promessa de saúde estampada nos rótulos pode ser mais ilusória do que você imagina e alguns desses itens podem surpreender (negativamente) quem busca uma alimentação mais equilibrada.
Descubra agora três produtos “zero” que podem não ser exatamente o que parecem, segundo a química de alimentos Sari Fontana, colunista do UOL. Prepare-se para repensar suas escolhas no supermercado!
Ao ver uma bananada “zero adição de açúcares”, você pensa em uma opção leve, com menos calorias ou impacto reduzido na glicemia, certo? Mas a realidade é outra: apesar de não levar açúcar branco ou melado, a banana é naturalmente rica em açúcares, que ficam ainda mais concentrados após o cozimento e desidratação. Ou seja, a barrinha continua sendo uma bomba de carboidratos.
Para quem não precisa restringir carboidratos, pode ser uma alternativa melhor do que doces ultraprocessados. Mas diabéticos ou quem controla o açúcar devem ficar atentos: “zero adição” não significa “zero açúcar”. O açúcar da fruta segue presente - e pode enganar quem não lê o rótulo com atenção.
Dica de ouro: sempre confira a tabela nutricional e, se o objetivo é controlar a glicemia, prefira sobremesas adoçadas com opções realmente seguras. Lembre-se: natural nem sempre é sinônimo de saudável!
A cerveja “zero” é outra pegadinha comum. No Brasil, a maioria das opções é “zero álcool”, mas ainda carrega uma boa dose de carboidratos vindos do malte, da cevada ou do trigo. Em alguns casos, a quantidade de carboidratos chega a ser maior do que nas versões tradicionais, com até 16g por unidade.
Ou seja: se você busca evitar a embriaguez, está tudo certo. Mas se a ideia é controlar os picos de glicose, é melhor olhar duas vezes antes de brindar.
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Já reparou no destaque para “ZERO GLÚTEN” nas embalagens de alguns macarrões? Para quem não é celíaco, alérgico ou intolerante, esse selo não representa nenhum benefício real. Na verdade, a legislação brasileira exige apenas a indicação “contém glúten” ou “não contém glúten” - e o termo “zero glúten” nem está previsto, podendo confundir o consumidor e passar uma falsa impressão de saúde.
Fique atento: nem tudo que é “zero” é sinônimo de vantagem. Antes de se empolgar com o marketing das embalagens, leia o rótulo, confira a tabela nutricional e avalie se o produto realmente faz sentido para você.
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