Saúde

Saiba qual alimento pode tirar 40 minutos de vida, segundo estudo

Análise de 33 alimentos revela que ultraprocessados estão ligados a doenças crônicas, como diabetes e câncer.  |  Foto: Freepik

Publicado em 13/05/2025, às 13h08   Foto: Freepik   Dan Gama

Um estudo feito pela Universidade de São Paulo (USP), em conjunto com a Universidade Técnica Dinamarca (DTU) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), aponta que comer 115 gramas de bolachas recheadas – o que corresponde menos de um pacote – pode “encurtar” o tempo de vida saudável e sem doenças incapacitantes em cerca de 40 minutos.  

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Esse resultado foi concluído por um estudo a respeito do impacto médio dos principais alimentos consumidos no país para saúde humana. Na pesquisa, foram analisados 33 alimentos que mais contribuem para a dieta dos brasileiros, avaliados pelo Heni (Índice Nacional de Saúde) - Sistema americano de pontuação que avalia o impacto da alimentação com base em dados epidemiológicos de uma população e suas características nutricionais.  

Os alimentos ultraprocessados, cada vez mais presentes na dieta moderna, estão diretamente associados ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis — aquelas que não são causadas por vírus ou bactérias, mas sim por fatores genéticos, ambientais e, principalmente, comportamentais. Entre essas doenças, destacam-se as cardiovasculares, diversos tipos de câncer, diabetes tipo 2, hipertensão, entre outras condições de saúde que se desenvolvem ao longo do tempo, muitas vezes de forma silenciosa.  

Em 2019, dados globais apontaram que as doenças não transmissíveis foram responsáveis por 74% de todas as mortes no mundo. No Brasil, a situação também é preocupante: mais da metade da população, cerca de 52%, apresenta pelo menos uma dessas doenças, conforme alertam pesquisadores e autoridades da área da saúde. 

“Não se trata do consumo de uma única bolacha, nem de uma única vez na vida, mas sim um consumo contínuo dessa porção de bolachas. Se a pessoa consome por muitos anos e de forma diária, esse hábito irá reduzir o tempo de vida saudável dela.” disse Aline Martins de Carvalho, professora de Nutrição da USP  

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