Saúde

Salvador tem índice preocupante de adultos que dormem menos de seis horas por noite

Índice supera a média das capitais brasileiras e do Distrito Federal; especialista alerta para problemas que podem comprometer a qualidade do sono  |  Ilustrativa | Unsplash

Publicado em 15/09/2026, às 05h45   Ilustrativa | Unsplash   Redação Bnews

Em Salvador, 24,4% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, segundo dados do Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde. O índice está acima da média registrada entre as capitais brasileiras e o Distrito Federal, de 20,2%.

A duração reduzida do sono pode estar associada a problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes tipo 2, além de impactos sobre ansiedade, regulação emocional e sintomas depressivos.

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O sono insuficiente também pode afetar a capacidade de lidar com situações de estresse. Por isso, a quantidade de horas dormidas não é o único fator considerado importante para um descanso adequado.

Quantas horas é preciso dormir?

A American Heart Association incluiu o sono entre os oito componentes fundamentais para a saúde cardiovascular, ao lado de fatores como alimentação, atividade física, controle da pressão arterial e tabagismo.

Para adultos, a referência utilizada é de sete a nove horas de sono por noite. A qualidade do descanso, porém, também depende da continuidade e da regularidade do sono.

Uma pessoa pode passar seis, sete ou até oito horas na cama e ainda acordar cansada. Entre as possíveis causas está a apneia obstrutiva do sono, condição caracterizada por interrupções repetidas da respiração durante a noite.

Segundo o médico cirurgião buco-maxilo-facial Daniel Gaziri, muitas vezes o paciente não percebe que o sono está sendo prejudicado.

“Às vezes, o paciente acredita que teve uma boa noite de sono porque dormiu seis ou oito horas, mas acorda cansado e não entende o motivo. A apneia pode estar por trás disso. Durante a noite, existem episódios de obstrução das vias aéreas que prejudicam a oxigenação e fragmentam o sono, mesmo que a pessoa não tenha consciência dessas interrupções”, explica.

Como a apneia é investigada?

A investigação pode envolver diferentes especialidades médicas e exames, como a polissonografia. O procedimento monitora parâmetros do organismo durante o sono e ajuda a identificar a ocorrência e a intensidade das apneias.

“É um tratamento que muitas vezes precisa ser multidisciplinar. Pode envolver otorrinolaringologista, neurologista e cirurgia buco-maxilo-facial, entre outras áreas. O mais importante é identificar onde existe a obstrução da via aérea e qual tratamento apresenta melhor indicação para aquele paciente”, afirma Gaziri.

O estresse também pode interferir na qualidade do descanso. A relação pode formar um ciclo: a pessoa dorme mal por estar estressada e, depois de uma noite ruim, fica ainda mais vulnerável às pressões do dia seguinte.

Tecnologia chega aos produtos para dormir

A preocupação com a qualidade do descanso também tem impulsionado estudos e novas soluções na indústria. Produtos tradicionalmente desenvolvidos com foco em firmeza, espuma, molas e conforto passaram a incorporar materiais e tecnologias voltados a outros aspectos relacionados ao período de descanso.

“Durante muito tempo, o desenvolvimento de um colchão esteve concentrado principalmente em conforto, sustentação e durabilidade. O que estamos vivendo agora é uma nova etapa. Passamos a estudar também materiais e tecnologias que podem contribuir para a experiência de descanso. O Light Stress nasceu dessa busca por ir além do colchão tradicional”, explica Helio Antonio Silva, CEO (Chief Executive Officer, ou diretor executivo) do Grupo Castor.

A empresa lançou um colchão com tecnologia antistress que utiliza fios de aço de carbono destinados a auxiliar na condução de cargas eletrostáticas acumuladas no corpo, dentro da proposta de proporcionar uma experiência de descanso mais confortável.

A possibilidade de interferir nas cargas elétricas presentes no corpo também vem sendo investigada pela ciência, embora os resultados ainda sejam iniciais.

Estudos investigam relação entre sono e cargas elétricas

Um estudo piloto publicado no Journal of Alternative and Complementary Medicine acompanhou pessoas que dormiram durante oito semanas utilizando uma superfície condutiva conectada à terra. Os pesquisadores observaram alterações no padrão noturno de cortisol e relatos de melhora do sono e do estresse. O tamanho reduzido da amostra, porém, impede que os resultados sejam tratados como evidência definitiva.

Outro estudo realizado com pacientes com Alzheimer leve encontrou melhora nos indicadores de qualidade do sono entre aqueles submetidos ao chamado grounding.

“Estamos diante de uma verdadeira transformação na maneira de pensar o sono. O consumidor não quer apenas deitar em uma superfície confortável. Ele quer acordar melhor, recuperar-se da rotina e entender que aquelas horas fazem parte do cuidado com a saúde. A inovação da Castor parte justamente desse conceito de usar tecnologia e pesquisa de materiais para desenvolver uma nova experiência de descanso”, finaliza Silva.

Classificação Indicativa: Livre


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