Saúde

São Paulo confirma dois primeiros casos de Febre do Nilo Ocidental em humanos; SC registra primeira morte

A doença transmitida principalmente por picada de mosquitos como pernilongo e muriçoca  |  Não existe ainda vacina para combater a Febre do Nilo Ocidental em humanos - Wikimedia Commons

Publicado em 24/08/2026, às 23h22   Não existe ainda vacina para combater a Febre do Nilo Ocidental em humanos - Wikimedia Commons   Elisa Martins

Santa Catarina confirmou, nesta segunda-feira (24),  que a morte de uma mulher de 77 anos foi a primeira causada por Febre do Nilo Ocidental (FNO) no estado. No mesmo dia, São Paulo registrou os dois primeiros casos humanos da doença no local.

Os dados são da Secretaria Estadual de São Paulo (SES-SP), por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac" (CVE-SP). Enquanto no outro estado, as informações são segundo Secretaria Estadual da Saúde

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O vírus que causa a Febre do Nilo Ocidental, uma doença febril aguda, é transmitido principalmente por picada de mosquitos como pernilongo ou muriçoca, ambos do gênero Culex. 

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São Paulo

O primeiro caso é de uma moradora de Ribeirão Preto, de 34 anos, que havia viajado recentemente à região amazônica. O outro caso trata-se de uma mulher de 18 anos, residente da cidade de São José do Rio Preto. Ela está internada sob cuidados médicos. Ambos os casos estão sendo investigados com atenção especial ao local provável de infecção. 

As equipes de vigilância epidemiológicas municipais e estadual são as responsáveis pelas investigações. Os casos foram confirmados por meio de relatórios laboratoriais do Instituto Adolfo Lutz. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) foi alertado sobre a situação.

Santa Catarina

No estado sulista, a paciente morreu no dia 8 de agosto em Imbituba. De acordo com a secretaria, é uma raridade a doença levar à morte. Além dela, um homem de 56 anos de Caçador, no Oeste, também ficou doente, mas recebeu alta. 

Os contextos estão em análise para descobrir mais detalhes da relação entre a circulação do vírus e as manifestações registradas. 

Febre do Nilo Ocidental

A infecção aguda é causada por um arbovírus, grupo que inclui os vírus responsáveis pela dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. Os mosquitos adquirem o vírus ao comerem aves infectadas.

Ela pode não apresentar sintomas ou pode se manifestar de formas variáveis. De acordo com o Ministério da Saúde, a casos leves chegam a febre passageira, fraqueza e dor muscular, ou até casos de ataques severos ao sistema nervoso central ou periférico. Estima-se que aproximadamente 20% das pessoas infectadas os casos são leves. 

Principais sinais 

Os principais sintomas para ficar em alerta envolvem febre; mal-estar; falta de apetite; náuseas e vômitos; dor de cabeça; dor muscular; dor nos olhos; aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia); 

Manchas na pele (exantema máculo-papular) e sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões) também podem aparecer.

Proteção 

O recomendado é usar repelente; roupas que reduzem a exposição da pele, especialmente em áreas de risco; telas de proteção em portas e janelas; eliminar recipientes e locais que possam acumular água; evitar o descarte de lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos; não entrar em contato com animais encontrados mortos.

O ideal é redobrar os cuidados do entardecer ao amanhecer, período de maior circulação dos mosquitos Culex.

Não existe ainda vacina ou tratamento específico para o combate da Febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento usado é para amenizar os sintomas, com descanço, hidratação e acompanhamento médico.

Nos casos graves, principalmente quando há comprometimento do sistema nervoso central, pode ser necessário internar o paciente e levar para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Classificação Indicativa: Livre


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