Saúde

Vive na correria? Cinco dicas de especialistas para viver mais mesmo com a rotina puxada

Pequenas mudanças consistentes podem fazer toda a diferença para quem busca longevidade  |  Reprodução / Freepik

Publicado em 11/06/2025, às 10h29 - Atualizado às 11h25   Reprodução / Freepik   Leonardo Oliveira

Em um mundo em que cada minuto conta, buscar uma vida longa e saudável pode parecer um luxo. Entre trabalho, família e compromissos, quem tem tempo para seguir rotinas complexas? A boa notícia é que, segundo especialistas, não é preciso virar um influenciador da longevidade para colher os benefícios. Pequenas mudanças consistentes fazem toda a diferença.

Os pilares são conhecidos: exercícios, alimentação equilibrada, sono de qualidade e vida social ativa. O desafio está em encaixar tudo isso na agenda. “As pessoas acabam ansiosas para adotar uma tonelada de intervenções e se frustram quando não conseguem mantê-las”, alerta Dudley Lamming, professor da Universidade de Wisconsin-Madison.

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A chave, segundo Linda Ercoli, psicóloga geriátrica da U.C.L.A., está na constância de pequenas atitudes. Consultamos especialistas para descobrir os hábitos simples que trazem os maiores benefícios à saúde e à longevidade.

1. Defina seu "porquê" e foque no que importa

Antes de sair mudando tudo, pare e pense. Segundo Linda Ercoli, uma ótima estratégia é avaliar seu histórico familiar. Se há casos de diabetes na família, por exemplo, foque em ajustar a dieta e incluir exercícios.

Outra abordagem, sugerida por Steven Kritchevsky, da Wake Forest University, é se perguntar por que você quer ser mais saudável. Quer ter energia para brincar com os netos? Concentre-se no condicionamento físico. Quer manter a mente afiada para o trabalho ou hobbies? Priorize atividades que previnam o declínio cognitivo. Ter um objetivo claro torna a escolha dos hábitos muito mais fácil.

2. Dedique apenas 3% do seu dia para se movimentar

Se você pudesse escolher apenas uma coisa para fazer, seria o exercício. "O exercício reduz o risco de doenças cardiovasculares, cognitivas e metabólicas, além de melhorar a saúde mental e o sono", afirma Michael Fredericson, codiretor do Centro de Longevidade de Stanford. E a melhor parte: você precisa de menos tempo do que imagina.

A meta: Apenas 30 minutos de atividade moderada por dia, o que equivale a cerca de 3% do seu tempo acordado.

Não precisa ser de uma vez: Estudos mostram que pequenas sessões de exercícios de alta intensidade ao longo do dia, como fazer agachamentos, flexões ou subir escadas por três a quatro minutos, já reduzem significativamente o risco de mortalidade.

3. Acorde (quase) sempre no mesmo horário

A falta de sono de qualidade é um sabotador silencioso, aumentando o risco de obesidade, diabetes, doenças cardíacas e até demência. Segundo Zhaoping Li, da U.C.L.A. Health, dormir mal pode anular todos os seus outros esforços saudáveis.

A maioria das pessoas precisa de sete horas de sono para que o corpo e o cérebro se recuperem. Uma dica de ouro de Sara Nowakowski, professora da Baylor College of Medicine, é acordar no mesmo horário todos os dias, mesmo nos fins de semana. Isso ajuda a regular seus hormônios e cria uma "pressão de sono", fazendo com que você sinta sono na hora certa na noite seguinte.

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4. Pratique uma forma fácil de atenção plena

Estresse crônico, ansiedade e solidão são inimigos da longevidade. Mas você não precisa se tornar um monge para combatê-los. Apenas alguns minutos diários de práticas de atenção plena podem treinar seu sistema nervoso para se manter calmo.

O que fazer? Meditação guiada, um exercício diário de gratidão ou a "percepção ativa" sugerida por Ellen Langer, psicóloga de Harvard.

Como funciona a percepção ativa? Reserve alguns minutos para notar três coisas novas sobre um amigo, um colega ou o ambiente ao seu redor. "Quando você está mais consciente, encontra e procura várias soluções para os problemas e fica menos frustrado", explica Langer.

5. Seja realista, flexível e comece pequeno

Ninguém se torna um atleta ou mestre da meditação da noite para o dia. Estabeleça metas realistas, como reduzir o consumo de ultraprocessados ou caminhar 10 minutos após o almoço. Reavalie seus objetivos a cada semana.

Se não conseguiu cumprir uma meta, pergunte-se o porquê sem culpa. "Isso realmente não é tão importante para mim? É muito difícil? Se sim, o que mais você pode fazer?", questiona Nathan LeBrasseur, diretor do Centro sobre Envelhecimento da Mayo Clinic. A flexibilidade é essencial para não desistir.

Como resume a professora Ellen Langer, o objetivo final talvez seja outro: "Em vez de tentar adicionar mais anos à sua vida, seria melhor adicionar mais vida aos seus anos".

Classificação Indicativa: Livre


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