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Clube histórico, que já foi palco de shows de astros da música, será reinaugurado após 20 anos de abandono

Após duas décadas fechado, antigo Clube do Servidor Civil passa por revitalização e será transformado em complexo cultural aberto à população de Brasília  |  Aero DF/Senado Federal

Publicado em 08/11/2026, às 15h11   Aero DF/Senado Federal   Tiago Di Araújo

Um dos espaços de lazer mais conhecidos de Brasília está prestes a ganhar uma nova função depois de duas décadas fechado. O antigo Clube do Servidor Civil, localizado às margens do Lago Paranoá, na L4 Norte, será reinaugurado no dia 9 de dezembro, agora como Senado Cultural.

O local ficou marcado na memória de gerações de brasilienses por suas piscinas, quadras esportivas e apresentações musicais. Durante as décadas de 1970 e 1980, o clube recebeu artistas como Alceu Valença e a Legião Urbana, além de outros nomes importantes da música brasileira.

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A revitalização pretende transformar o espaço, antes tomado pelo abandono, em um complexo cultural aberto à população do Distrito Federal, com exposições, galerias, auditório e áreas de convivência.

Clube histórico, que já foi palco de shows de astros da música, será reinaugurado após 20 anos de abandono
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Clube histórico passou por anos de abandono

A construção do antigo Clube do Servidor Civil começou em 1973, e a inauguração ocorreu em 1976. A ideia inicial era criar uma estrutura de lazer para funcionários do Ministério da Educação e Cultura, mas o projeto foi ampliado, por determinação do então presidente Ernesto Geisel, para atender servidores públicos de toda a capital.

Com o passar dos anos, a frequência diminuiu até o fechamento definitivo, em 1997. Sem manutenção, o espaço passou a apresentar sinais de deterioração, com vidros quebrados, telhas retiradas, cabos elétricos arrancados, postes derrubados e até sanitários removidos.

Em 2024, uma reportagem do portal Metrópoles mostrou a situação de abandono do antigo clube. As piscinas estavam vazias, a vegetação sem poda e o acúmulo de água da chuva formava poças que favoreciam a proliferação de mosquitos transmissores da dengue.

Agora, a estrutura passa por obras de revitalização para receber o novo projeto cultural do Senado Federal.

Como funcionará o Senado Cultural

A primeira etapa do espaço será inaugurada em 9 de dezembro, com a exposição “Senado em Movimento, 200 anos de História”. A programação marca o início de uma nova fase para o complexo, que deverá receber exposições, galerias, auditório, restaurantes e ambientes de convivência.

De acordo com informações da Agência Senado, o projeto também prevê paisagismo assinado pelo Escritório Burle Marx. A entrada será gratuita, mas os visitantes precisarão fazer um registro na bilheteria para controle de acesso. A plataforma para esse procedimento ainda não foi definida.

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, afirmou que a proposta é ampliar as possibilidades de uso do espaço, com áreas como playground, coworking e locais destinados a palestras.

Depois da exposição inaugural, a galeria principal deverá receber uma mostra com peças do acervo museológico do Senado. O projeto prevê quatro ambientes expositivos, incluindo áreas dedicadas a obras representativas dos estados brasileiros e à produção artística local.

Também está prevista uma exposição sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília.

Projeto do clube começou a ser planejado em 2018

A transformação do antigo clube em espaço cultural começou a ser discutida em 2018, segundo Maria Cristina Monteiro, chefe do Serviço do Acervo Museológico do Senado. A proposta surgiu após negociações para dar uma nova destinação ao terreno, que acabou cedido ao Senado por um período de 50 anos.

A ideia inicial era criar o Centro Cultural dos Poderes da União, com participação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. No entanto, por diferentes razões, os demais órgãos deixaram a iniciativa, e o Senado deu continuidade ao projeto.

A execução também dependeu da definição de orçamento e de mudanças no Plano Diretor de Ordenamento Territorial, já que a área era originalmente destinada a clubes.

O planejamento ainda foi temporariamente interrompido após os atos de 8 de janeiro, quando os esforços do Senado foram direcionados à recuperação de peças e estruturas danificadas durante os ataques.

Para Maria Cristina, a abertura do Senado Cultural representa a concretização de um projeto aguardado por quem participou de sua construção. O antigo clube, que recebeu grandes nomes da música brasileira e permaneceu fechado por cerca de 20 anos, deve voltar a integrar a rotina cultural de Brasília.

Classificação Indicativa: Livre


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