BNews Turismo

Vídeo: Tragédia de Capitólio completa 1 ano

Investigadores concluíram que a a tragédia de Capitólio ocorreu em razão de evento natural, relacionado com o processo de erosão e outros fatores geológicos  |  Reprodução

Publicado em 08/01/2023, às 09h36   Reprodução   Cadastrado por Lorena Abreu

Traumas, lembranças dolorosas e gratidão por estar vivo. Esses foram alguns dos sentimentos relatados ao G1 pelo Lucas Cassiano, de 27 anos, um dos sobreviventes da tragédia de Capitólio (MG). A queda do paredão rochoso, que matou 10 pessoas e deixou mais de 20 feridos, completa 1 ano neste domingo (08).

"Deus me deu uma segunda chance", disse o piloto, que dirigia uma das embarcações na época e que ficou ferido.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

"Um ano se passou, mas a dor ainda machuca". O relato é de Lucas Cassiano, de 27 anos, que sobreviveu após ver de perto todo cenário desolador causado pela tragédia. O jovem era piloto de uma lancha com 12 turistas, que estava na água no momento da queda do paredão. O veículo aquático dele situava-se apenas a 200 metros da embarcação onde todos os ocupantes morreram.

Em 2022, Lucas Cassiano completava 4 anos que morava e trabalhava como piloto de lancha em Capitólio. Ele disse que jamais imaginou tamanha destruição em um lugar que até o acidente só havia lhe proporcionado alegria.

A queda do paredão ocorreu no dia 8 de janeiro de 2022. Na época, um grupo de 10 turistas, a maioria da mesma família, alugou uma lancha para percorrer a região do Lago de Furna, que é rodeada por pedras rochosas.

Após a tragédia, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar possíveis responsáveis pelo ocorrido. Os investigadores concluíram que a queda das pedras ocorreu em razão de evento natural — relacionado com o processo de erosão e outros fatores geológicos, comprometendo a sustentação da rocha.

Ninguém chegou a ser indiciado, mas as autoridades policiais elencaram sugestões para melhoria da segurança de toda a área.

A região dos cânions ficou fechada cerca de dois meses para visitação após o ocorrido. Neste período, especialistas mapearam a atividade turística na região e os riscos. Desde então, várias alterações ocorreram. 

Antigamente era permitido 40 barcos, atualmente apenas 5 podem estar no local por vez e sem o uso de aparelho sonoro. O uso de colete salva-vidas em toda a represa e capacete na região dos cânions e áreas semelhantes é obrigatório.

No mês de fevereiro do ano passado, a Prefeitura lançou o programa “Reviva Capitólio, Viva o Mar de Minas”, com intuito de recuperar e garantir mais segurança ao turismo na região de Furnas. O projeto ainda em execução, engloba um total de 80 ações e investimento de R$ 5 milhões. Já em novembro, um convênio para viabilizar obras de revitalização dos cânions foi assinado.

De acordo com o empresário e dono do restaurante Turno, Luiz Carlos, a tragédia serviu de bússola para nortear o setor melhor. "O que se percebe hoje é um aumento de responsabilidade. Sempre teve, mas agora há uma preocupação maior".

A cidade registra 90% de ocupação hoteleira neste início de 2023. "O fato sensibilizou todo mundo e resultou em uma união muito grande dos empresários. Todo mundo fala a mesma língua, todo mundo está preocupado com o atendimento e buscando melhorar cada vez mais", concluiu Luiz Carlos.

O marinheiro Paulo César Rodrigues também relatou melhorias e disse que tenta superar a tragédia. "Esquecer não vamos nunca. A vida precisa seguir e assim temos feito. Vamos seguindo cada vez mais com segurança e responsabilidade. Graças a Deus aconteceu o que a gente esperava que era a retomada do turismo. Vivemos disso e precisamos que o setor esteja em alta", complementou.

Tragédia em Capitólio completa um ano pic.twitter.com/FgbAtbkCPu

— bnewsvideos (@bnewsvideos) January 8, 2023

Classificação Indicativa: Livre


Tags1 ano tragédia de captóliocaptóliotragédia de captóliomortos em captólio