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Hábito comum com celular indica traços de personalidade e pode impactar o cérebro; você faz isso?

Especialistas em psicologia consideram um mau hábito praticado por milhões de pessoas e que é difícil de abandonar  |  Foto: Ilustrativa / Pexels

Publicado em 09/06/2026, às 15h00   Foto: Ilustrativa / Pexels   Cibele Gentil

Milhões de pessoas pelo mundo adotaram o hábito de checar o celular ao acordar. Embora seja considerada uma prática normal e já incorporada à rotina, a psicologia alerta que essa ação pode causar alterações no cérebro desde os primeiros minutos do dia.

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Os dispositivos móveis se tornaram ferramentas indispensáveis na vida moderna, pois facilitam as atividades diárias de várias maneiras. Seja para cumprir tarefas, acesso a redes sociais, manter-se informado ou pelo entretenimento, o celular possibilita que se tenha inúmeros recursos literalmente na palma da mão.

Um problema acabou nascendo daí: tanta facilidade acabou por tornar o aparelho tão integrante do dia a dia que já não se pode deixa-lo afastado. Algumas pessoas até se acostumaram a deixá-lo na cama para usá-lo à noite e pegá-lo rapidamente ao acordar.

No entanto, essa prática tem consequências. Conforme explicado em uma publicação de O Globo, essa prática impacta o sistema nervoso, já que o cérebro passa de um estado de recuperação para um estado de alerta em questão de segundos. A explicação foi dada pelo professor de Psicologia da Universidade Complutense de Madri, Alfredo Rodríguez-Muñoz.

Estresse e impulsividade

De acordo com especialistas, quando você checa o celular ao acordar e recebe notificações ou notícias desfavoráveis, isso desencadeia uma onda instantânea de estresse. Essa reação matinal que acaba afetando negativamente seu humor pelo resto do dia.

Segundo Rodríguez-Muñoz, olhar para o celular logo ao abrir os olhos só leva a uma sensação contínua de pressa, sobrecarga mental e exaustão psicológica. Conforme explica, é como se você estivesse constantemente em alerta e não conseguisse encontrar paz.

Para a psicóloga Laura Fuster, as pessoas que pegam seus celulares para checá-los ao acordar são caracterizadas pela impulsividade. Segundo esclarece a profissional, elas não conseguem controlar a vontade de saber o que aconteceu nas últimas horas ou quem do seu círculo social enviou uma mensagem enquanto dormiam.

Indivíduos com esse perfil têm dificuldade em controlar seus impulsos, mesmo quando estão cientes dos efeitos potencialmente nocivos, o que desencadeia um forte sentimento de culpa após a ação. Além disso, eles têm dificuldade em moderar suas próprias emoções intensas, já que o desequilíbrio emocional muitas vezes leva a decisões precipitadas que acabam complicando ainda mais o problema.

Aumento da ansiedade

Uma pesquisa publicada na revista Behavioral Neuroscience revelou que pessoas que checam seus celulares nos primeiros 15 minutos após acordar apresentam níveis mais altos de ansiedade e têm dificuldade para se concentrarem nas atividades que pretendem realizar ao longo do dia. Se você mantiver esse ritmo a longo prazo, a hiperconectividade pode desencadear consequências crônicas, como irritabilidade, incapacidade de relaxar e uma sensação persistente de estar preso a um estilo de vida agitado.

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TagscelularestresseImpulsividadeUniversidade complutense de madri

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