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Novos desafios e perspectivas na Record Bahia

[Novos desafios e perspectivas na Record Bahia]
20 de Outubro de 2013 às 00:00 Por: Juliana Nobre (Twitter: @julianafrnobre)0comentários

Em pouco mais de três meses, o novo diretor da Record Bahia, Fábio Tucilho, 38 anos, já realizou mudanças significativas na emissora. Em entrevista ao Bocão News, Tucilho conta as novidades para os próximos meses. Dos investimentos em estrutura à grade de programação, ele revela os próximos projetos para a Copa do Mundo em 2014. Dentre as novidades está o lançamento do R7 Bahia na próxima semana. A intenção é levar a segunda emissora da Bahia ao topo da audiência.

Apesar de muito jovem, Tucilho já faz parte do grupo Record há 18 anos, vindo da emissora no Rio Grande do Sul onde foi presidente da TV, do jornal Correio do Povo e da Rádio Guaíba. “A Record é a casa das oportunidades. Aqui nada é engessado”. Participou dos projetos da Record News e do R7. Filho de uma baiana, o diretor da emissora diz que pretende morar por muito tempo no estado. “É um privilégio estar aqui”.

Nestes três meses, Tucilho faz uma breve análise do cenário político no estado e avalia positivamente os primeiros meses de gestão do prefeito ACM Neto (DEM). “Ele está arrumando as finanças. Mas ainda é preciso esperar mais para ver mais resultados”.

Confira.


BNews – Como é dirigir a Record Bahia vindo da Record Rio Grande do Sul?

Fábio Tucilho – É um presente. Eu fui presidente do grupo no Rio Grande do Sul. Era a TV, o Correio do Povo e a Rádio Guaíba. Vindo para a terra da minha mãe (ela é de Ilhéus) é um presente, até pela força da Record aqui. Estar aqui há 17 anos e hoje depois de muito trabalho ela trouxe reconhecimento. A Bahia é um dos principais estados do Brasil e com a força que a Record tem, é um privilégio.

BNews - Qual o balanço que você faz nesses primeiros meses de casa no estado?

FT - Muito bom. É um mercado muito diferenciado que tem muitas peculiaridades. Existe diferença entre o Rio Grande do Sul e a Bahia, mas a emissora está bem e o que precisamos agora é fazer investimentos, como a transimissão em HD, para digitalizar a rede, em programação, cenários. Nós viemos aqui para colocar mais um tijolo nessa casa. Todos que passaram por aqui fizeram um bom trabalho e nós só vamos dar continuidade.

BNews - O que a Record Bahia tem de diferente dos outros estados?

FT - O baiano gosta muito da programação local. A Record tenta fazer nas suas 18 horas de programação que temos para todo o povo. Porém, sabemos que o projeto de regionalizar a informação é vencedor. A Record saiu na frente quando fez isso. Hoje temos o Balanço Geral – um programa que nasceu aqui – e existe em todo o Brasil, mas cada um com a sua linguagem. O baiano gosta muito da programação local. Eu vim de um estado que é extremamente bairrista, e o baiano gosta de seu jeito de ser, da sua linguagem, e a Record faz isso. Hoje na Bahia somos a emissora que mais tem programação local. Temos 7 horas de jornalismo e a ideia é investir cada vez mais.

BNews - Já vemos algumas mudanças na programação. Conta um pouco sobre isso.

FT - Cada vez mais temos o comportamento do telespectador mudando. A Bahia foi o estado que mais cresceu em número de assinantes de TV a Cabo no Brasil. De 2012 a 2013 esse número cresceu em 50%. Com isso temos que nos adequar, cada vez mais, para segurar o telespectador na TV aberta. Hoje somos o segundo lugar de audiência, mas temos outras emissoras que fazem um bom trabalho. Então temos que nos armar para mantermos essa audiência e tentar a liderança quando falamos de programação local.

BNews - Foi com esse objetivo que a Record fez novas contratações, trazendo apresentadores de outras emissoras?

FT - Nós temos os melhores apresentadores da Bahia. Temos a Jéssica Senra de manhã, que muitas vezes fica à frente da TV Bahia. Temos o Raimundo Varella, que dispensa comentários. Uma pessoa que está há 40 anos na comunicação e é um ícone na história baiana. Temos o Zé Eduardo com o Se Liga Bocão, com sua irreverência que o povo gosta daquela maneira de fazer jornalismo. E isso os números não mentem. É uma das maiores audiências da televisão atualmente. Além de Adelson Carvalho e Carolina Lima. E agora trouxemos a Analice Salles para se juntar a esse quadro vencedor. Ela vem com uma nova proposta, um novo jornal para que consigamos solidificar, ainda mais, a informação na Bahia.

BNews - Até para diferenciar os perfis de programas, já que a informação geralmente é a mesma.

FT - Cada um tem seu jeito de ser. A informação pode até ser a mesma porque com sete horas de jornalismo temos cinco tipos de apresentadores diferentes passando a sua informação do seu jeito. A gente precisa abrir um outro jornal porque é necessário abrir para o mercado uma outra proposta. Eu tenho uma procura muito grande aqui por ações de merchan, mas eu não tinha mais espaço para vender. Então é um novo espaço para comercializar em um mercado que é tão carente para esse tipo de produto.

BNews - Em relação aos investimentos em estrutura, o que tem de novo chegando?

FT - Nós já temos o canal digital em Salvador e agora vamos investir na transmissão em HD. Este ano deve ser investido cerca de $1,5 milhão em equipamentos de transmissão em HD. Já foi investido uma parte na gestão do Carlos Alves e devo complementar esse investimento. Creio que até março de 2014 tenhamos transmissão 100% em HD.

BNews - Há perspectivas para novos projetos, novos programas?

FT - Sim. Salvador é uma praça que vive de novos projetos. Temos grandes eventos e queremos estar nos principais eventos que o estado nos oferece. Vamos fazer a melhor cobertura, seja no carnaval, no São João, e outras datas que a Bahia tem para nos oferecer. E gostaríamos que esses projetos contassem com anunciantes nacionais. Vamos fazer todos os esforços para isso.

BNews - A Record Bahia ainda não tem nenhum programa esportivo. Já pensou nessa possibilidade?

FT - Eu sou fã do esporte, até porque sou corintiano (risos). Mas o problema é que a Record não tem os direitos do campeonato e acredito que quando não se têm esses direitos não é possível fazer uma cobertura do jeito que o telespectador gosta. Acaba ficando limitado. Hoje já mostramos os gols da rodada. Mas devemos ter algum projeto sobre o maior evento esportivo do ano que vem, a Copa do Mundo. Temos alguns rascunhos de projetos voltados ao esporte no estado que gostaríamos de executar, mas devemos pensar muito bem porque brigamos pela audiência e não posso colocar um programa no ar se a audiência não me corresponder com aquilo que a gente deseja. Tudo pode.

BNews - O site da emissora ainda é Itapoan Online. Vindo do R7, o que você traz para a Bahia?

FT - Fui primeiro diretor geral do R7. O projeto é do Antônio Guerreiro, uma cara muito cabeça. Aqui já existia o Itapoan Online que acabava sendo uma peça fora desse baralho. O que irei fazer é transformar esse site em um R7 Bahia. Fizemos um pequeno investimento e, além do R7 Rio, Minas e Distrito Federal, teremos agora o portal aqui no estado. E não tenha dúvida que a nossa meta é passar o portal líder aqui na Bahia. O portal entrará no ar no dia 21 de outubro. Começaremos timidamente, até porque nosso negócio é televisão.

BNews - Já tem novidades para a programação de fim de ano?

FT - Nós trabalhamos cirurgicamente. Acompanho diariamente todas as emissoras, a audiência. Temos alguns projetos, mas quero fazer tudo com o pé no chão. Acredito que quando entramos com a transmissão em HD, com os novos cenários, isso deverá levantar muito a nossa audiência.

BNews - Falando de política. Como você analisa o cenário político atual, com as movimentações de pré-candidatos ao governo do estado?

FT - O baiano respira política. É algo latente, forte aqui. Mas os cenários não são diferentes do resto do país. Tem o PT que é governo e uma oposição que está se formando forte. A gente tem que esperar o ano que vem. Ainda não posso emitir opinião. Eu acredito que temos bons supostos candidatos. No PT tem o Gabrielli, Rui Costa e Pinheiro, nesta ordem. Aí temos Geddel, Paulo Souto, Lídice, Nilo. Não sabemos também se eles farão um chapão para ir contra o PT. Acho ainda está tudo muito embrionário.

BNews - Neste cenário você já tem uma aposta?

FT - Ainda não posso fazer. Acho que todos são bons candidatos, tem boas propostas e a Record deve cobrir de maneira imparcial a política no estado e no país.

BNews - Como você avalia estes meses de mandato do prefeito ACM Neto?

FT - Pelo que vejo nas informações, ele está arrumando o caixa da cidade. Acho que ainda precisa dar tempo para ele. Tem quatro anos para fazer o trabalho e acredito que vai dar certo. Até agora já arrumou as finanças, mas está sendo muito castigado pelas chuvas. Esse é um dilema que ele tem que resolver.

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