
O governador Jaques Wagner (PT) afirmou que 2011 será o mais difícil dos próximos quatro anos, devido à necessidade de ajustes na economia brasileira que resultaram no corte de R$1,1 bilhão do orçamento do estado. A análise foi feita na manhã desta terça-feira (15), na Assembleia Legislativa, durante a cerimônia de leitura da mensagem do governador, que tradicionalmente inicia os trabalhos legislativos baiano a cada ano.
“Isso é uma realidade. Para que possamos ter outros três anos bem melhores, vamos tomar todas as decisões, de forma a garantir não um voo de galinha para a Bahia, mas um voo de pássaro. O que não quero é que o governo fique devendo ao banco”, salienta Wagner.
O governador revelou ainda que já explicou o panorama atual de arrocho aos comandantes das quatro secretarias que mais gastam – Segurança Pública, Saúde, Educação e Infraestrutura.
Segundo o governador, a conversa que manteve com o secretariado foi para explicar a necessidade de adequar os órgãos ao contingenciamento de recursos previsto para este ano. “Avisei a eles que dinheiro não vai faltar para os programas e ações prioritárias e, espero, que está medida que tomei (o corte no orçamento), em caráter preventivo, não se faça tão necessária”, destaca.
Porto Sul - A leitura da mensagem e a abertura dos trabalhos na Assembleia foram acompanhadas pelos deputados estaduais eleitos e reeleitos, com presença do prefeito João Henrique (sem partido) e a cúpula do Judiciário baiano.
Em seu discurso, Wagner criticou o movimento de ambientalistas e empresários, encampado por artistas da Globo, contra as obras do Porto Sul, no litoral norte de Ilhéus, e pediu à sociedade, políticos e à imprensa que ajudem a combater as manifestações que vão de encontro ao projeto.


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“Aqui não tem ninguém que queira dilapidar a natureza. Outras forças políticas de outros estados pretendem tolher a Bahia de melhorar sua infraestrutura logística. Se, às vezes, perdemos investimentos, é pela carência de infraestrutura. O Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste e o aeroporto de Ilhéus são fundamentais para garantir o nosso desenvolvimento”, disparou Wagner.
O governador deixou a entender ainda que as questões ambientais servem de pano para atuação de grupos econômicos fortes contrários à obra, interessados em que o sul do estado não se torne uma das regiões com maior capacidade de escoamento de produtos e polo principal de importação e exportação da costa brasileira.
Fotos: Edson Ruiz // Bocao News