Feriado / 2 de Julho

2 de Julho: Para Wagner, impeachment “não passou de colégio eleitoral”

Publicado em 02/07/2016, às 09h54   Cintia Kelly e Juliana Nobre



Ainda repercute mal a votação da admissibilidade do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, no mês de abril, que resultou no afastamento da presidente Dilma Rousseff. Em conversa com o Bocão News, na manhã deste sábado (2), durante o cortejo 2 de Julho, o ex-ministro do gabinete da presidência, ex-governador da Bahia, Jaques Wagner relembrou que o impeachment foi um equívoco.

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“Acho que está cada vez mais desmascarado, o impeachment não passou de colégio eleitoral, numa eleição indireta fantasiada de impeachment, na medida em que o próprio Senado reconheceu que não houve pedaladas e esse foi grande motivo”, disse.

Para o ex-ministro, a baixa popularidade do governo Temer pode levar de volta Dilma Rousseff ao poder. “É uma ilegitimidade de raiz. Ele não foi eleito para isso e cada vez mais fica claro isso”, reforçou.

Apesar disso, Wagner tem reconhecido, inclusive nas redes sociais, erros cometidos pelo governo petista. Recentemente publicou no Twitter que “É importante reconhecer que nosso governo cometeu erros. Erramos na condução da economia e na condução da política”, afirmou Jaques Wagner antes de direcionar suas críticas aos ex-aliados peemedebistas.

“Nenhum desses erros, no entanto, foi maior do que o de ter feito aliança com o grupo político que se encontra no poder”, disse o petista. “Quando firmamos a aliança com o PMDB, jamais imaginávamos que estaríamos nos unindo a um vice traidor e usurpador. Jamais poderíamos imaginar que estaríamos nos aliando a um grupo que se revelou o que há de mais conservador na política brasileira”, afirmou Jaques Wagner.

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