Artigo
Publicado em 01/03/2026, às 13h02 Jolivaldo Freitas
O Oriente Médio continua o mesmo. O que mudou é que agora Estados Unidos e Israel enfrentam um grande exército e um país com poderio imenso de armas e equipamentos de guerra, que nasceu para retaliar. Isso significa dizer que vai apanhar — como está apanhando —, mas vai bater, como está fazendo ao atacar Israel e outros países onde os Estados Unidos possuem bases militares. Os dias agora amanhecem sob a sombra de uma conflagração regional sem precedentes.
O começo todos já sabem: ocorreu no último dia de fevereiro, com uma série de ataques chamados de “preventivos” por Israel contra o programa nuclear e bases de mísseis iranianos. Em seguida, a situação evoluiu para um estado de guerra intenso. Com o apoio estratégico dos EUA, o objetivo final é mesmo demolir a capacidade de retaliação. O regime iraniano responde a seus inimigos com drones e mísseis balísticos.
O sábado, 28 de fevereiro, foi de uma imensa nuvem cinza de incógnita sobre a cúpula do poder iraniano. Desde os bombardeios considerados de precisão, que atingiram complexos militares em áreas de segurança máxima, o líder iraniano, Ali Khamenei, sumira. Ficou-se sabendo da morte de sua filha, neto e genro, mas nada dele. À noite, no Brasil, os meios de comunicação informaram que a TV estatal iraniana, com o apresentador aos prantos, anunciara a morte de Khamenei.
Mas se engana quem pensa que o fim dele significa o final do estilo político do Irã. Fazia tempo que a cúpula se organizara prevendo sua saída — fosse por morte ou por vontade — para que não ficasse vácuo no poder. Agora, tudo passa pelo Exército Revolucionário. Se a situação interna já estava complicada para os milhões de manifestantes que protestavam contra o governo (que chegou a matar mais de 30 mil pessoas), com certeza o regime vai endurecer ainda mais.
Embora os ataques tenham matado 40 comandantes iranianos, nada demonstra que a estrutura de comando não tenha permanecido intacta; basta ver o poder de retaliação que veio em seguida e que se sucede. Claro que a inteligência ocidental monitora sinais de instabilidade interna. Analistas sugerem que o vácuo de comunicação pode indicar falta de harmonia e controle das forças militares, podendo ocorrer, de imediato, atritos entre as diversas alas que compõem a Guarda Revolucionária. Os ataques atingiram centros de comunicações críticas, dificultando a coesão do regime e alimentando disputas entre as alas moderadas e os setores mais radicais.
Esvaziado desde a ascensão de Trump ao poder, o Conselho de Segurança da ONU está com os “braços cortados”. O que se pode avaliar é que, além da questão humana e política, o mundo terá de conviver com uma nova era de temor na economia. Aliás, o Irã já atacou um navio petroleiro no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção de petróleo mundial. A China e a Rússia, que dependem desse óleo, não devem estar gostando. A partir de agora, ou teremos uma nova Grande Guerra, ou a diplomacia vai virar filosofia.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato